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Por quanto tempo guardamos uma lembrança imagética, amigo leitor? Já parou para pensar quantas lembranças você guarda?
Hoje foi dia de apagar lembranças. Confesso que esse momento é sempre doloroso, pois embora as lembranças se armazenem na nuvem, ou nos aplicativos Google, ainda sim gosto de tê-las sempre ao alcance de forma rápida. Gosto de (re)vivenciar cada instante contínuo eternizado. Excluir esses momentos é como se estivesse excluindo partes da vida.
Percebi que armazenava quase 24.000,00 lembranças (e olha que quando a notificação de espaço insuficiente chega sempre faço uma limpeza geral). As lembranças imagéticas se foram mais uma vez. Na verdade estão na nuvem sempre a espera da saudade bater para serem rememoradas. Mas além de estarem na nuvem estão no pensamento, lugar de onde inconsistência tecnológica alguma poderá apagá-las.
E me lembrei também que estão guardadas numa velha gaveta lá de casa, em diversos álbuns envelhecidos narrativos da existência familiar. Essas lembranças não cabem em nuvem nenhuma e nunca passarão pelo crivo do que é realmente importante. Essas são eternas…
Obs: O autor é poeta e fotógrafo amador. Trabalha na UFOPA / campus de Óbidos.
Imagens enviadas pelo autor