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Alguns cientistas predisseram algum tempo atrás, que da Amazônia poderia estar surgindo nova pandemia, mais grave que a do covid19. De repente, alguns dias atrás, surgiu uma doença estranha chamada popularmente doença da urina preta. Primeiro, estaria atacando pessoas no Estado do Amazonas, causada por uma toxina encontrada em algumas espécies de peixe, como tambaqui, pacu e pirapitinga. No Estado do Pará já teria morrido uma pessoa com tal toxina.

Começou novo alarme, agora além de termos de nos precaver da covid19, teríamos que deixar de comer algumas espécies de peixes saborosos de nossos rios.

Primeira questão estranha dessa triste novidade. Por que só peixes dos rios do Amazonas seriam contaminados? E por que apenas 4 espécies estariam contaminadas? Em seguida, apareceram estudiosos dizendo que até no Estado da Bahia havia pessoas com a tal doença da urina preta. E outros disseram que já houve casos semelhantes em outros países. O que será que está acontecendo em nossa Amazônia? Daqui a algum tempo certamente os cientistas esclarecerão se a atual doença é realmente proveniente de alguns peixes, ou se de outras espécies, ou se não tem nada a ver com os pobres peixes do rio amazonas.

Mas uma coisa é certa, a natureza não está mais suportando tanta agressão. O rio amazonas vem sendo envenenado com derrama de toneladas de petróleo lá no Peru e vários lixos jogados nos portos ao longo do rio em Tabatinga, Tefé, Manaus, Parintins, Juruti, Óbidos, Santarém, até Belém e o mar. O rio Tapajós está altamente contaminado com derrama de mercúrio nos garimpos e assim por diante, o rio Madeira contaminado pelas barragens de Jirau e Sto. Antônio.

Então não podemos ficar surpresos que estejam aparecendo doenças da urina preta ali, coceiras acolá e outras desgraças por aqui.  Não podemos ficar espantados se nova pandemia surgir a partir dos desmatamentos e escavações para extração de minérios na região. Afinal, a mãe natureza está dando avisos de que tudo tem limite, inclusive o equilíbrio da floresta e rios da Amazônia. Que fazer? cruzar os braços? Editorial RNA 15.09.2021

Obs: O autor é membro da organização da Caravana 2016
Coordenador da Comissão Justiça e Paz da Diocese de Santarém (PA) e membro do Movimento Tapajós Vivo.
Autor dos livros: Amazônia: o que será amanhã? (Vol I e II) e Uma revolução que ainda não aconteceu.

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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