Rômulo Viana 15 de setembro de 2021

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De certo, que uma das características da macondo amazônica são suas ladeiras: ruas estreitas conduzindo-nos sempre para o alto. E não somente as ruas como o grande Rio-Mar também apresenta essa característica quando nos pomos a vencer o banzeiro de subida. E dessa condição das ruas, ladeiras… há quem em determinado tempo dissera que as pernas das mulheres obidenses, bem torneadas, eram fruto do exercício diário das caminhadas por esses aclives. E há quem diga que conhecer Óbidos, verdadeiramente, não se resuma aos minutos de espera de atracação do barco no porto. Mas ao soube e desce dos aclives acimentados.
Pelas bandas de cá as ladeiras tem nome e sentimentos vivenciados pelos mais antigos. E não tenho dúvidas em dizer que não é cansaço, e sim uma nostalgia da vida.
Sou adotado deste chão pauxiara. As vezes pego minha bicicleta e saio a encarar as ladeiras. Das que me chamam mais atenção tem aquela do Seminário, que embora sofrível para minha subida, me presenteia com o Amazonas lá no final; e a visão da imensidão de um mundo que se esconde por detrás de um monte.
Ontem percebi, mais do que nunca, que na antiga fortaleza também temos ladeira. Ladeiras! Duas postas a cada lado da antiga sala de munição (não tenho certeza). Pequenas históricas ladeiras. Me peguei pensando quantos passos importantes ali foram dados. Quantas histórias por ali se sucederam. Quantos conflitos, tensão e tristeza por lá devem ter passados…
Ainda que digam não se tratar de ladeiras, aviso que as tomei como minhas preferidas dentre as inúmeras desta cidade de ladeiras…

Obs: O autor é poeta e fotógrafo amador. Trabalha na UFOPA / campus de Óbidos.

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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