Di Bonetti 15 de setembro de 2021

Segundo o filólogo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, soberba é o sentimento negativo caracterizado pela pretensão de superioridade sobre as demais pessoas, levando a manifestações ostensivas de arrogância, por vezes sem fundamento algum em fatos ou variáveis reais. O soberbo tende a se mostrar, pois está enamorado com a própria existência. O soberbo se sente auto-realizado querendo mostrar-se para os outros a todo preço, querendo despertar a inveja e a admiração dos outros, como se isso elevasse sua estima ao máximo e lhe trouxesse prazer.
Grande Aurélio que conseguiu definir de forma brilhante o que é soberba.
Gosto da palavra, do som… so-ber-ba… Até poderia ser o nome de uma sobremesa. Na minha imaginação algo parecido com torta de limão que doce e azedo verte em água na boca.
Mas, soberba, arrogância, presunção, infelizmente é um mal que contamina pessoas de qualquer nível, berço ou classe social.
Pessoas com dinheiro, berço e educação, em geral não são soberbos, são naturais dentro de seu contexto. Difícil é nos deparar com a combinação daquele humilde que ascendeu socialmente, não teve berço esplêndido e com dinheiro acredita que tudo pode, se colocando acima do bem ou do mal. Ou, bem pior é aquele que não tem dinheiro, não tem poder, não nasceu em berço de ouro e acredita que “reinventou a roda”, ou que “redescobriu o Brasil”. Essa soberba é a mais degradante. Faz pena, causa compaixão.
Quando na vida nos deparamos com alguém com síndrome da soberba, o melhor a fazer é ignorar e manter distância. Não vale discussão, não vale gastar tempo e palavras, pois não existe cura. Mesmo porque o soberbo não gosta de se misturar com os quais não reconhece como iguais.
A conclusão que tiramos é que as pessoas com síndrome da soberba, que se acreditam diferentes ou superiores ás outras, são coitadas criaturas que tem na verdade uma baixa auto-estima e por isso tem essa necessidade de convencer a si próprios e de provar ao mundo que são “melhores”.
Por isso, quem é simplesmente é! Não precisa provar nada para ninguém e o reconhecimento acontece naturalmente.

Obs: Jornalista, fotógrafa, escritora, curadora e pesquisadora cultural.
Atua hoje como assessora de comunicação nas Academia Paulista de Letras Jurídicas e Academia Cristã de Letras. Biógrafa do poeta Paulo Bomfim, é responsável pelos direitos autorais, pela obra e pelo site.

https://dibonetti.com/

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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