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Passada a euforia solidária de fim de ano e a onda consumista que o período incita, continuamos diante de um antigo e desafiador dilema: a eterna e humana procura pelo amor. Pois, apesar dos avanços tecnológicos e do visível desenvolvimento humano, as pessoas – em sua maioria – continuam travadas quanto a essa questão.

Ignoramos ou não queremos ver que a nossa existência sobre a terra pode ser resumida nessa procura. Mesmo as pessoas dividindo-se entre aquelas que correm atrás de sabedoria, de dinheiro ou de poder, não importa, na verdade é o amor o objetivo final dessa incansável e, às vezes insana, busca.

Por outro lado, esse avanço social – intensificado do século passado para cá, com o largo crescimento industrial que gerou e continua gerando bens de consumo e serviços em grande escala – fez com que, ironicamente, nos afastássemos ainda mais uns dos outros. Assim, com a vida aparentemente prática e fácil nos centros urbanos – e, em alguns casos, até nos rurais – e inundados de tecnologias, a tendência é continuarmos perdendo cada vez mais esse contato direto com o outro, já que máquinas estão cumprindo essa tarefa.

Mas toda essa parafernália eletroeletrônica que nos envolve e nos anestesia para com o próximo, não substitui a primeva necessidade humana: a comunhão. E o amor, que só pode existir a partir desta, cada vez mais é posto de lado nessa existência tecnicista e metódica.

Por isso, essa vida feito cópia da cópia. Quase já não criamos nada. Pois, para se criar algo é necessária a existência de uma força dinâmica. E só o amor pode originar essa força.

Não vemos também que a felicidade, filha dileta do amor, é algo mágico que se multiplica ao ser dividido. Afinal, que graça pode haver em conquistarmos algo sem poder comemorá-lo com os nossos, queridos e próximos.

Por fim, não adianta sairmos procurando cegamente pelo amor, pois ele já existe dentro da gente. O que acontece é que geralmente está apenas dormindo, sedado e inerte pelas tantas barreiras que ao longo da nossa existência construímos contra ele.

Obs:  RONALDO TEIXEIRA @espantalholirico cearense de Iguatu, radicado no Tocantins há 50 anos, reside em Palmas. Foi coordenador de Arte e Cultura da Secretaria de Cultura de Gurupi por 8 anos. Atua no meio jornalístico há cerca de 28 anos. É bacharel em Comunicação Social – jornalismo. Autor dos livros MERCADOR (poesia/1998), SURTOS & SUSTOS (crônicas 2008); PARA QUE O FANTÁSTICO NÃO SE AUSENTE, (poesia/2012); e TRANSWEBHUMANAS – VINHETAS, METATRATADOS & BALADINHAS POÉTICAS (poesia/2019) pela Editora Kazuá (SP).

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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