Ana Eliza Machado 15 de julho de 2021

[email protected]
nmpensante.blogspot.com.br

Fé. Uma palavra, duas letrinhas. Capaz de destruir e construir. Capaz de mover legiões de uma parte à outra do globo, capaz de criar e desatar laços, capaz de movimentar forças que nem imaginamos, forças essas que só agem no desconhecido e oblíquo mundo da imaginação. Veja, não falei em religião, em existência disso ou daquilo, mas em fé. Falei em ter fé, em acreditar em algo.E no fundo, não é assim que a gente vive, sem nem perceber? Tendo fé? Não adianta me dizer que não é nisso que você acredita, porque somos humanos. H-U-M-A-N-O-S. E seres humanos usam e desfrutam da imaginação e da força do “acreditar” todos os dias, quase que o tempo inteiro. E sabe o que nos moveu até aqui? Sabe o que foi essencial para chegarmos onde chegamos, o que nos acompanha desde o primeiro momento, desde o descobrimento do fogo, as primeiras pinturas, as primeiras grandes construções, desde o início de tudo? A imaginação. Para mim, não há História, não há humanidade, não há fé, se não for a imaginação. A nossa imaginação nos leva a lugares onde nunca poderemos ir, nos leva a conclusões e hipóteses inimagináveis e faz com que acreditemos naquilo que a gente quiser. Quando eu acordo de manhã, abro os olhos e penso “só mais uns minutinhos” eu tenho fé que o meu dia vai ser incrível. Quando eu sento aqui na frente do computador cheia de ideias na cabeça para escrever eu tenho fé de que eu vou conseguir me expressar, de que eu vou conseguir me fazer entender, de que eu vou conseguir me aproximar de outras mentes pensantes e tocar seus corações. E se eu não tivesse fé nisso, se eu não acreditasse nisso com todo o meu coração, se eu não usasse meu imaginário para ligar as palavras, para criar uma história após a outra, organizar meus pensamentos de um modo coeso talvez eu não tivesse chegado onde eu achava impossível, e não teria essa vontade de ir sempre além. Emfim, eu acho que acabei fugindo do assunto. Mas a fé não é algo que se possa explicar, ou definir, ou simplesmente excluir e banalizar na nossa vida, pois sempre temos fé em alguma coisa, sempre acreditamos em algo, mesmo que seja sem lógica nenhuma.Eu tenho fé que você vá pelo menos pensar um pouquinho nisso tudo o que eu escrevi, e passar a entender que, no final de tudo, eu só quis mesmo dizer que não somos nada, absolutamente nada, se não acreditarmos em algo ou se não usarmos dessa ferramenta incrível que é a nossa imaginação. 11.07.12

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


busca
autores

Autores

biblioteca

Biblioteca

Entrelaços do Coração é uma revista online e sem fins lucrativos compartilhada por diversos autores. Neste espaço, você encontra várias vertentes da literatura: atualidades, crônicas, reportagens, contos, poesias, fotografias, entre outros. Não há linha específica a ser seguida, pois acreditamos que a unidade do SER é buscada na multiplicidade de ideias, sonhos, projetos. Cada autor assume inteira responsabilidade sobre o conteúdo, não representando necessariamente a linha editorial dos demais.
Poemas Silenciosos

Flickr do (Entre)laços

ExposiçãoDesenhos

Série "Natureza"

Série Natureza

DeJanelaEmJanela

DeCostas

Série "Detalhes"

Série "MoradaImprovisada"

Série Morada Improvisada

Finados

Tratando de peixe

Série Flores

Série Flores

Esporte na Colônia

Série Natureza 01

Série Natureza 05

Caxambu

Caxambu

Caxambu - 02

Caxambu - 01

Penumbra...

Aglomeração...

Portão florido...

Barra Palace

Conjunto Harmonioso...

Reunião privada...

Espaços ocupados...

Arquitetura Perfeita...

Convergência II

Convergência I