É impressionante como nos são apresentadas situações que nos mostram como somos pequenos. E, infelizmente, continuamos a nos portar como os escribas e os fariseus: queremos sentar no trono de Moisés e, inadvertidamente queremos ensinar, mas não praticamos o que pregamos. Como dissera o próprio Cristo: “ Eles falam  e não praticam. Amarram fardos pesados  e insuportáveis e os põem nos ombros dos outros, mas eles mesmos não querem movê-los, nem sequer com um dedo…” E continuou: “Gostam do lugar de honra nos banquetes e dos primeiros assentos nas sinagogas, de serem cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de rabi…” Não tem como evitarmos: como somos hipócritas tantas vezes. Não fazemos quase nada, digno de nota,  pelos outros, mas queremos ser destacados como benfeitores. E  ainda observamos a disputa  insana de tantos pela “cadeira de Moisés”.

Como nos falta sabedoria que com certeza nos faria melhores, mais humildes, menos prepotentes e mais solidários. Sim, dentre de nossas carências,  uma das mais importantes é a falta de sabedoria. Não estamos falando  de educação, aquela adquirida formalmente. Estamos falando da sabedoria que vem da alma, da vivência com o irmão, que com frequência troca ensinamentos. Precisamos daquela sabedoria que nos fora transmitida por nossos pais, principalmente pelo exemplo. Daquela que os profetas nos transmitiram e que ainda hoje são atuais e nós, tristemente, persistimos  praticando os mesmos erros.

Repentinamente me vem a mente uma mensagem que recebi de um amigo hoje via WhatsApp. Sim a internet também pode transmitir coisas boas, por mais estranho que pareça. Tendo em vista como a mesma tem sido utilizada, com tanta frequência, para divulgar tanta porcaria, coisas que só nos fazem perceber a miniatura humana na atualidade. Reafirmo que recebi uma linda mensagem via “zap zap” hoje. A mesma trazia uma canção de Bruna Ene (cearense) que dentre outras riquezas poéticas nos traz: “ O mundo inteiro quase parou. Tudo que era de rotina e eu conhecia no meu dia a dia então se transformou. Um inimigo se aproximou. E foi testando tudo que eu sou. A paciência, a coragem, as certezas e até minha fé. Mas minha esperança é maior que todo o medo. E eu sei que vai passar se agente fizer tudo direito” E continuou: “Que a vida é mais que pensamos e tudo que precisamos é aprender com os danos que o mundo inteiro é um só”.

Ah! se nós aprendêssemos  o que já nos fora transmitido há tanto tempo…. “amai-vos um aos outros, assim como eu vos amei”. Com certeza não estaríamos vivendo toda essa desgraça que vivemos hoje. Nós deixaríamos de ser tão pequenos. Seríamos mais humanos, não nos exaltaríamos, nem buscaríamos nos sentarmos na  cadeira de Moisés e sim servir. Servir sempre e realmente nos transformarmos, principalmente por dentro. Não precisaríamos colocar nenhuma faixa para promoção pessoal, como fizeram os escribas e os fariseus. Pessoal,  somos todos um só!

Obs: O autor, Prof. Dr. Rômulo José Vieira é Acadêmico da Academia de Ciências do Piauí; Acadêmico da Academia de Medicina Veterinária do Piauí; Acadêmico correspondente da Academia de Medicina Veterinária do Ceará; Acadêmico correspondente da Academia Pernambucana de Medicina Veterinária.

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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