Sobre as manifestações de 29/05/21

Observação: o roteiro, a seguir, reúne opiniões iniciais de várias pessoas do País. Com certeza, carece de apuração, estudos e análises

  • Não há dúvida que as manifestações antigoverno, neste final de maio, são significativas e de imensa importância. Pois, uma ação deixa de ser evento e passa a ser fato político quando representa fato promissor, cheio de possibilidades.
  • A manifestação, repleta de juventude, foi além da expectativa – recupera o ânimo, sinaliza novo momento, aponta a retomada sem paralisia ou conciliação, volta a ocupação das ruas, dizem que articulações valem se ligadas à marcha da multidão.
  • O temor da nova onda pandêmica não impediu 420.000 pessoas de sair às ruas, em 213 cidades, em todos os estados. A mobilização que nasce só da vontade pode ser aventura; mas se junta razão e coração se torna ousadia que desafia o risco.
  • Não existe militância sem assumir o risco. A cautela é evitar sacrifícios inúteis. Há uma legião de gente que pagou com a vida o sonho de liberdade. Agora, deve avançar esse começo: direcionar, potencializar o fato, reaprender fazer ações de rua.
  • Nos EUA, a juventude e movimentos sociais desafiaram o Covid e encheram as ruas para derrotar o fascismo trumpista. A Colômbia decidiu temer mais o vírus que a truculência do terror. O Chile conquistou a chance de enterrar o pinochetismo.
  • O montão de mortos, desemprego, fome, cansaço físico e mental, CPI, deboche… enchia de indignação a militância. Realizou um ato pedagógico: lutar ensina a lutar. Ao mobilizar-se se faz referência e sugeriu um caminho novo para a massa.
  • Partidos e dirigentes hesitaram com medo de expor sua militância ou porque se distanciou do pulsar das massas. Há notícias que redutos bolsonaristas não hostilizaram e até aplaudiram as bandeiras vermelhas, o fora Bolsonaro e Vacina para todos.
  • O governo debocha porque sentiu a força e reconheceu o fato que o mundo inteiro noticiou. As agressões ‘gratuitas’ da PM só revelam quem comanda e como pretende manter seu projeto, apoiado pelo terror instalado no aparato de Estado.
  • A grande mídia, a serviço da direita liberal, silenciou. Agora, quer apropriar-se do fato, decidir quem pode fazer manifestações, agendar e orientar os próximos passos. Responsável também pela farsa que ora rejeita, exalta a escolha da terceira via.
  • A manifestação não foi eleitoreira e foi providencial que candidatos não participaram. Porém, esta ação deve mostrar às lideranças que se deve conversar, mas é preciso assumir a contradição, pois, o jogo político popular se joga no calor e pressão de rua.
Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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