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Sim, precisa-se urgentemente de mães santas, devotadas aos filhos, cristãs que vivam a santidade de seus compromissos matrimoniais. Precisa-se de mães, para a felicidade da família, para o engrandecimento da pátria, para santificação da Igreja.
Certa criança, interrogada sobre a inserção virtual, respondeu ao pesquisador: “Eu já tenho uma vida virtual. Meu pai só vive bêbado. Minha mãe tem uns homens que vêm visitá-la durante a noite. Minha irmã sai todo começo de noite, dizendo que vai vender seu corpo. Mas não entendo por que ela volta, de manhã cedinho, com o mesmo corpo com que saiu no dia anterior,”
Esta eu presenciei. Um menino, enviado pelo conselho tutelar à Casa Dom Bosco de Maceió, à noite, não queria dormir, queixando-se que ia ficar sozinho. Fizemos ver-lhe que havia uns trinta coleguinhas que dormiriam com ele no mesmo amplo dormitório. Mas ele, chorando, dizia que sua mãe certamente viria bater-lhe quando ele adormecesse. Esse era o costume dela todas as noites. Mas não precisa ser ilustrada, nem mesmo alfabetizada, para ser uma boa mãe. Só é preciso ter muito amor aos filhos e tudo fazer para sua felicidade.
Nas minhas inesquecíveis visitas pastorais pelo interior, que realizei com fidelidade e amor, em meus anos de arcebispo em Maceió, encontrei admiráveis exemplos de dedicação de mães, realmente comovedores.Quero recordar aqui um caso maravilhoso que testemunhei em Colônia de Leopoldina, em minha primeira visita ali, sendo vigário o padre Aldo, missionário italiano. Numa das visitas domiciliares que fazia sempre, encontrei numa casa humilde uma senhora de idade, que trazia ao colo um bebê. Achei estranho que pudesse ser seu filho, por causa de sua idade, não tão jovem assim, para ter ainda um neném. Foi quando ela me explicou que tivera 12 filhos e, como o mais novo já era adulto, resolvera adotar aquela criancinha, que trazia consigo. Perguntei-lhe se já não lhe bastavam os doze filhos, que Deus lhe dera. Ao que ele me respondeu (e eu me comovi…): “Senhor bispo, uma casa que não tem o choro de um neném é uma casa triste!” E saí dali pensando que, enquanto aquela pobre mulher adotara ainda um filho depois de ter recebido de Deus uma dúzia, muitas se limitam a ter dois ou três, quando não um só. A educação do filho único é cheia de problemas e promissora de graves dificuldades na adolescência. Ser mãe é mesmo padecer num paraíso se não houver muito amor de Deus no coração para dar aos filhos – “que a Providência lhe enviar”- como diz o ritual do Matrimônio.

Obs: O autor é  arcebispo emérito de Maceió.

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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