Rômulo Vieira 15 de maio de 2021

“Bendita sois vós entre as mulheres. Bendito é o fruto do vosso ventre Jesus”! Eis a mais significativa e importante homenagem a uma mãe. Sem dúvida uma homenagem Divina, essa saudação de Isabel à Maria. Maria mãe de todas as mães e luz para todos nós. Posteriormente o filho dessa Virgem Santa dissera: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim…”. Mas como chegaríamos a Jesus se ele não tivesse escolhido Nossa Senhora como sua mãe para vir ao mundo?

Não quero polemizar com os “doutores das letras” quando tratam o dar à luz como eufemismo de parir, mas eu prefiro acreditar que a expressão dar à luz expresse muita mais o trazer a LUZ ao mundo. Maria acendeu e trouxe a luz ao mundo quando nos trouxe Jesus, por intermédio da vontade do nosso Divino Pai Maior. E essa dádiva de ser mãe traduz, em todas as mães, o milagre da vida. Só as mães podem dar à luz. Semelhantemente à Maria.

Sabemos que só a Virgem Maria foi escolhida para ter um filho Divino, contudo para a imensa maioria das mães seus filhos são como se fossem santos. Mesmo aqueles “capetas”. O dom de ser mãe aproxima a mulher do próprio Cristo. As mães têm o poder de gerar e cuidar da vida dos seus filhos. Desde à concepção, passando pelos incríveis meses de gestação. Ensinando-nos os primeiros, passos, os primeiros “gugu dadás”.  E incrivelmente nos acompanha e nos fortalece por toda a vida. Mães inspiradas na Santa Virgem Maria, acreditam e se esforçam para que todos os seus filhos sejam santos, evidentemente não como o próprio Cristo, mas filhos que lhes honrem, lhes orgulhem, lhes tragam paz, felicidades. É assim que elas nos vêm. Em sua grande maioria, graças a Deus.

Ah! que saudade de minha querida mãe… Não existe palavra que melhor a defina como a palavra MÃE. Ela foi a incorporação de toda a divindade de ser mãe. Tantos filhos, tantas diferenças entre esses, mas para ela todos eram “santos”. Que vida dedicada aos seus. Não só aos seus filhos que ela viera a dar à luz, mas a todos que ela assumiu como filhos: irmãs, irmãos, todos aqueles que precisavam de um apoio, de um afago, da proteção de uma mãe. Oh! Querida mãe, como sinto a tua falta. Lembro dos “corretivos” que nos aplicastes e agradeço por eles, nenhum nos trouxe problemas, nem aqueles aplicados com uma “tabica”, ou mesmo aqueles aplicados com aquela famosa sandália de marca. E hoje mãe, lembrando de seus cuidados para conosco, vejo até que aqueles corretivos doeram mais em ti de que nos seus filhos traquinos.

Infelizmente, nos dias de hoje, nem todas as mães vivem esse sentimento sublime da maternidade.  Com tristeza e muito pesar assistimos as terríveis notícias de mães que maltratam, assassinam, desprezam e alguma até abandonam, já ao nascimento, seus filhos. Não quero e não tenho competência para analisar essas infelizes mães. No entanto, que me desculpem os “letrados”, sinto falta na nossa linguagem de uma palavra que substitua a palavra mãe para essas desventuradas mães. Sim o termo é empregado para todos os mamíferos. Uma onça é mãe, uma jumenta, as cadelas também. Todas são mães e não acredito que esse termo esplêndido seja adequado para essas mulheres tão desumanas, com seus próprios filhos.

Mas hoje não quero mais falar dessas tristes almas. Quero voltar a falar das mães que merecem todas as nossas homenagens. Lembro que fazíamos, nos tempos da “Escolinha Primária” (era assim que se chamava, nos meus tempos de criança/adolescência, o nosso templo inicial de aprendizagem formal) uma grande homenagem às mães e elas com extrema felicidade recebiam com carinho indescritível, nossos versinhos, nossos cartões, nossos “riquíssimos” presentes que muitas vezes eram produzidos por nós mesmos.

Saúdo as mães apresentadas em versos pelos poetas, mães símbolos de fé e de esperanças de seus pequeninos filhos. Mães que nos amamentaram com o mais completo e perfeito alimento, originado do seu próprio sangue, seu leite.  Mães, luzes dos caminhos daqueles em dificuldades. Mães/esposas que formam e fortalecem o alicerce de toda família. Mães símbolos de coragem de persistência que lutam todos os dias por suas famílias, em especial por seus filhos. Mães dos filhos que não geraram, mas que compreendendo as palavras de Cristo: “Mulher, eis aí teu filho. Filho eis aí tua mãe”, decidiram adotá-los. Mães que representam Nossa Senhora aqui na terra e por ela são abençoadas, como fora a minha querida mãe. Essas são as mães que quero prestar hoje uma singela homenagem: Salve todas as mães e em especial NOSSA SENHORA.

Obs: O autor, Prof. Dr. Rômulo José Vieira é Acadêmico da Academia de Ciências do Piauí; Acadêmico da Academia de Medicina Veterinária do Piauí; Acadêmico correspondente da Academia de Medicina Veterinária do Ceará; Acadêmico correspondente da Academia Pernambucana de Medicina Veterinária.

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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