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Que solidão é essa que amedronta as noites
Faz acordar os sentimentos mais doloridos
Reproduz nas sombras tatuadas no teto
A certeza de viagens somente de ida
Que solidão é essa que maltrata
Reduz-nos a expectadores do nosso caminhar
Observadores das feridas que insistem em não cicatrizar
No coração que goteja e sangra
Que solidão é essa que teimosa, enferruja
Oxida os pensamentos mais sensíveis
Modifica a vontade de persistir
Petrifica nosso comportamento
Que solidão é essa que faz adormecer
Que hipnotiza as mesmas lembranças
Nos faz reviver os bons momentos
Mas, continua a nos matar repetidamente
Obs: Jornalista, fotógrafa, escritora, curadora e pesquisadora cultural.
Atua hoje como assessora de comunicação nas Academia Paulista de Letras Jurídicas e Academia Cristã de Letras. Biógrafa do poeta Paulo Bomfim, é responsável pelos direitos autorais, pela obra e pelo site.
Imagem enviada pela autora