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Sua origem deve-se a um protesto dos povos indígenas do continente americano, realizado dia 19 de abril de 1940, durante o Congresso Indigenista Interamericano, em Patzcuaro, México. O congresso visava debater medidas para proteger os indígenas do território americano. A data foi instituída no Brasil em 1943, por decreto-lei do presidente Getúlio Vargas.

“A situação de alerta e de risco à vida, que todos enfrentamos nestes tempos de pandemia, é agravada, no caso dos povos indígenas, em função de alguns fatores, em especial a omissão e negligência criminosa dos gestores do Estado, que não demarcam e regularizam os territórios, ou que permitem tácita ou expressamente, que ocorram invasões em áreas demarcadas, nas dos povos em situação de isolamento e risco, bem como naquelas que estavam com procedimentos de demarcação em andamento e foram paralisados. Nunca se depredou e se invadiu tantas terras como nos dois últimos anos! E essa parece ser uma tendência crescente, fruto da lógica que orienta as políticas do governo brasileiro para indígenas, quilombolas e outras comunidades que habitam o campo e as florestas”. (https://cimi.org.br/…/coronavirus-uma-outra-ameaca-a-vida-…/)

Ontem, depois de falar com o cacique Pataxó da Aldeia Pé do Monte, do Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal (Porto Seguro), sobre a situação difícil que também eles enfrentam e formas de solidariedade possível nesse contexto, lembrei-me da emblemática e sempre atual carta do Cacique Seattle, da tribo Suquamish. A carta foi escrita no ano 1855 para o presidente dos Estados Unidos, diante da proposta que este fez à tribo Suquamish de comprar parte das suas terras. Assim escreveu o cacique: “[…] Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas, como o sangue que une uma família. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo […]. A terra não pertence ao homem. É o homem que pertence à terra […]”. Vale a pena (re)ver. (https://www.culturabrasil.org/seattle1.htm)

Obs: O autor é Doutor em Sociologia, pós-doutor em Educação e professor da Universidade Federal do Sul da Bahia

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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