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Homem e mulher,
Chamados a uma só carne.
“E ninguém jamais odiou
sua própria carne”…

Não feitos para parar,
Olhando-se um para o outro(a)

Feitos para caminhar,
de mãos dadas,
pés ao encontro do horizonte adiante
E as mãos abrindo-se
em oferenda,
irradiando em torno,
espalhando a vida.

Os corpos nus,
sem máscaras,
sem medo.

(O medo, sempre recusa
A dividir a casa.
O outro, por existir,
ameaça mortal.
A solidão
ilusão
de abraçar o Todo).

Os corpos nus ,
comunhão: o pequeno mundo
da pessoa
feito infinito
do infinito mundo
de Deus.

Dilatar o espírito
a “fazer-se todas as coisas”.

Os espíritos: os próprios corpos
lúcidos de si mesmos,
mãos fechadas em elo
abertas em mecha,
pés numa só direção,
para voltarem a ser,
mulher e homem,
uma só carne,
como no princípio
de cada geração…

Obs: O Autor é Bispo Emérito da Diocese Anglicana do Recife
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil – IEAB….
É Teólogo e Biblista
Assessor do CEBI, de lideranças de Comunidades Eclesiais de Base e de Escolas de Fé e Política

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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