15 de novembro de 2020
Sou do sertão.
Sertanejo, pé no chão.
Conheço a seca, a fome, queimadas, a fartura da roça,
a retirada na calada da noite.
Sou Francisco, Maria, João.
Conheço a fartura do milho,
arroz, mandioca e feijão.
Sou resistente, mãos calejadas,
quebro coco sentado no terreiro,
esteira de palha, tamborete, pilão.
Agradecido a Deus na bonança e na precisão.
Criei meus filhos todos trabalhadores.
Não conheço as letras
mas tenho sabedoria no coração.
Sou sertanejo caxiense
banhado nas águas do Itapecuru.
Nazaré é minha mãe.
Negra flor santa do sertão.
Padim Ciço, aí pertinho de Deus,
num esquece de pedir bênção e proteção
pra esses teus filhos e filhas caxienses,
nordestinos, maranhenses, Povo do Sertão!
( 09.10.2020 – 20:17h – Caxias/MA)
Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.
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