1. A pandemia é um fato que acelera a crise de fundo, a crise do capitalismo. A quantidade de desempregados e cadáveres desmoraliza os governos e desmascara a financeirização que desmonta o Estado e produz crise e tragédia.
  2. A burguesia mostra seu lado diabólico que não se importa com a tragédia humana, nem com o bem-estar da nação. A preocupação central é a economia: realizar, concentrar e centralizar o capital. A vida não vale o lucro.
  3. Países, setores, empresas buscam sobreviver, ganhar com o surto e estar no pós-crise, alheios a quem desaparece. O G20 vê a crise mundial com crescimento –3,3 %, igual a ’29 e aponta o Estado (povo) para pagar a conta.
  4. A epidemia mostra que o Estado salva vidas, o trabalho cria a riqueza e a produção promove o desenvolvimento. Os Países democráticos faliram e os bloqueados e “antidemocráticos” são menos afetados e mais solidários.
  5. EUA pensam em si e nem acena para aliados. Reino Unido e CEE fragmentados, BRICS se reforça. Volta o fantasma da recessão. A China baseada em indústria e tecnologia, controla a epidemia e sai como referência na geopolítica.
  6. O governo, com 20 milhões no desemprego e 50 milhões informais, PIB -5,3%, deflação… teve que dar dinheiro aos pobres. Opta pela economia e, para sobreviver, desmoraliza outros poderes, aposta no caos e insinua ditadura.
  7. A unidade empresa/mídia/igrejas e o comando militar com Estado falido e sem proposta, vai reprimir a convulsão social para se manter. No ideológico se ajoelha diante dos EUA, mas na economia depende da China.
  8. O pós-crise aponta como luta de massa e a direita sabe oferecer alternativa. A Esquerda, na defensiva, apenas denuncia a estratégia da classe dominante. Talvez consciente que sua atuação será também no pós-pandemia.
  9. O povo ronda como ovelha sem pastor. Sabe que mais negros pobres e idosos vão morrer e quem trabalha vai pagar a conta. Com medo, vira manada, crê em fascistas e fundamentalistas, na esperança de milagres. A esquerda está distante.
  10. Lideranças populares admitem seu equívoco de apostar na institucionalidade, dita democrática e na via eleitoral. Está imobilizado e impedido de atuar porque o poder atual ou controla essa via ou tem poder para definir outra institucionalidade.
  11. O campo popular, hoje, não tem peso. Mudar a correlação de força exige inserção na massa camponesa, operária e na periferia urbana. Mesmo sem Covid-19, a tarefa é sobreviver, debater, elaborar alternativas e definir uma estratégica e tática.
  12. Preparar o pós- pandemia é construir nova institucionalidade, com referência e militância capaz de atuar na institucionalidade reinante ou fora dela. É criar uma organicidade que permita ação de massa, ação no espaço público e ação reservada.
  13. O caminho parece claro – sair da lógica “democrática” e atuar na conjuntura, além da denúncia e ação reativa. Sua unidade, organicidade, inserção e formas de luta devem orientar-se pela institucionalidade que favoreça uma nova ordem social.

*Anotações de conjunturaCepis, SP, 14/04/2020

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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