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Nem a pandemia destruindo tantas vidas no Brasil, obrigando milhões de brasileiros e da Amazônia em especial a se refugiar em casa, para não ser infectado; quando tantos médicos e servidores de hospitais já tem morrido para salvar atingidos pelo coronavirus. Mesmo assim, quantas angústias dos que perdem seus entes queridos, nem assim os gafanhotos do Egito atual respeitam a floresta Amazônica. De janeiro a março deste ano, em pleno inverno foram destruidos796 quilômetros quadrados de floresta derrubadas. Um terço foram destruídas em floresta pública as Unidades de conservação. Os estados mais atingidos pela destruição tem sido, sul do Amazonas, norte do Mato Grosso e Pará.

Os criminosos agem enquanto boa parte da população está em isolamento social em casa, por causa do coronavirus. Os criminosos até agradecem à pandemia, para agirem mais livremente. De repente, foram surpreendidos pelos fiscais do IBAMA no município de Uruará, Estado do Pará. Isso aconteceu na semana passada. Os fiscais flagraram madeireiros com tratores e caminhões carregados de madeira ilegal, Baseados na lei ambiental. Não podendo retirar o material do crime, queimaram trator e caminhão. Ficaram revoltados os grileiros e incitaram moradores da vizinhança contra os fiscais do IBAMA. Um deles foi atingido no rosto, por um dos revoltados defensores dos criminosos. Notícias foram publicadas com versões opostas sobre o ocorrido nas matas de Uruará. Mas os que criticam os fiscais do IBAMA, não querem admitir que os grileiros estão destruindo a floresta que lhes são extremamente necessárias para sobrevivência.

Afinal, quem tem razão nesta Amazônia ameaçada? Os que destroem e sentem no direito, ou os que defendem a Amazônia para o bem de todos? O arcebispo de Porto Velho, Dom Roque Paloschi, em recente entrevista pública deu o seguinte alerta: “Não nos damos conta que a Amazônia é finita e está totalmente ameaçada por interesses econômicos, pela omissão dos governantes e pelo crime organizado, que atua na região”.11.05.20

Obs: O autor é membro da organização da Caravana 2016
Coordenador da Comissão Justiça e Paz da Diocese de Santarém (PA) e membro do Movimento Tapajós Vivo.
Autor dos livros: Amazônia: o que será amanhã? (Vol I e II) e Uma revolução que ainda não aconteceu.

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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