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Confesso que não compro nada por impulso. Aliás, minhas piores compras foram aquelas que não passei mais que um dia refletindo. E resulta aí meu maior “defeito” de comprador: um conflito interior a cada compra realizada; uma longa reflexão sobre a real necessidade (as vezes criamos falsas necessidades) do produto a ser adquirido como marca, custo benefício, cor e preço. Longas reflexões que chegam a durar até ano para em fim…
E foi assim com quase tudo que comprei desde os eletrônicos aos livros. Ah, os livros são um dilema a parte. Sempre quero comprar uma quantidade maior ao meu tempo de leitura disponível e ao meu desejo infinito de fazer crescer minha biblioteca. Escolho, seleciono, ponho no carrinho, retiro um e ponho outro e espero uma possível promoção no dia seguinte. E escolho mais. Substituo todos e acabando comprando nenhum daqueles da lista original ( eu também compro livro por preço rsrsr). Nesse rito enquadram-se até mesmo as compras de vinho na indecisão de levar para casa a melhor uva pelo menor custo benefício (se é que isso possa existir para esse tipo de compra).
E assim cada compra é um ato penoso e feliz
Obs: O autor é poeta e fotógrafo amador. Trabalha na UFOPA / campus de Óbidos.