1. Quem mais entendeu Francisco foram os pobres, protestantes, gente não religiosa… e, agora, um jesuíta que se tornou Papa. Até a ONU o proclamou “O homem do milênio”. Francisco tremeria de justa indignação ao ver seu sonho virar benção de cachorro, mercado de “milagres” e marketing do capitalismo verde que, de propósito, confunde ecologia com meio-ambiente.
  2. Em geral, as imagens de Francisco não simbolizam o homem que só queria seguir os passos do Mestre. Ou são piedosas, ou destacam metáforas da época, como o lobo de Gúbio (contra o desmatamento destruidor de seu habitat), a pregação aos pardais (referência aos pobres) ou as chagas que ilustram S. Paulo: “completo em meu corpo, o que falta a paixão de Cristo”.
  3. Após a versão oficial de Frei Boaventura se mandou apagar todas as biografias de Francisco, inclusive de amigos íntimos. Mas, o Santo que não queria “ser santo”, segue intrigante. Morreu aos 44 anos, em 04/10/1226 e é o mais contado por biógrafos e historiadores – 1.575 escritos. Vale conhecer suas “admoestações”, “cartas”, “orações”, “louvores”, “normas”, “Regras”…
  4. A saudação franciscana “Paz e Bem” tem origem na leitura do Evangelho, no envio dos discípulos indicando “o modo de ir pelo mundo”. Francisco colocou na Regra dos Frades a saudação que dizia “paz esteja nesta casa”, mas acrescentando que a saudação devia ser dada a todas as pessoas que os frades encontrassem pelo caminho: “O Senhor te dê a paz”.
  5. O Tau um dos símbolos franciscanos, entre as versões, teria sua origem na bênção de Francisco que recitou a bênção deuteronômica, transcreveu-a, de próprio punho, e a deu a Frei Leão: “Que o Senhor te abençoe e te Que o Senhor mostre a tua face e se compadeça de ti. Que o Senhor volva o teu rosto para ti e te dê a paz”; “Irmão Leão, o Senhor te abençoe! ”
  6. A “Oração de São Francisco” foi composta por um católico francês, durante a I Guerra Mundial. Essa oração traduz muito do espírito de Francisco, 700 anos depois. Ela destaca a disposição da pessoa em “ser um instrumento da vossa Paz” e se oferece para “mais consolar”, “mais compreender”, “mais amar”… em atenção aos desprezados e marginalizados.
  7. No “Cântico das Criaturas”, a primeira canção em italiano, Francisco se derrama, em ternura e poesia, extasiado pela beleza da criação, reflexo do Criador. Exalta até a “irmã morte”, pois é a passagem da tribulação para a Vida que se espraia e que já não tem fim. Inspirado nela, Papa Francisco escreve a “Laudato si”, “sobre o cuidado da casa comum”, a ecologia integral. outubro de 2019
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