VILLY FOMIN 15 de outubro de 2019

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Nunca tive muitos amigos, creio que amizade cabe na mão.

Conceito importante na vida: distinguir quem está comigo de quem está ao meu lado. Ao meu lado existem centenas, comigo são os poucos que agüentam minhas falhas, suportam minhas inconstâncias, sublimam minhas chatices e não condenam meus silêncios. Aprendi com o Rubem Alves que quando o silêncio deixa de ser um constrangimento é sinal de que a amizade começou.

Amigos conversam, mas também silenciam. Estar junto basta.

Tenho amigos dentro de mim, o tempo, a geografia nos distanciou, mas eles continuam comigo, quando os vejo é como se nunca tivéssemos nos distanciado. Eles não estão ao meu lado, mas estão comigo.

Gosto do livro do Eclesiastes, um livro da Bíblia sobre sabedoria, sentido da vida, morte entre outros temas. Dentre as muitas idéias apresentadas ali uma delas sempre me intrigou:

“Mais vale ir a um funeral que a uma festa — Afinal de contas, é para onde iremos. Ninguém sai de lá sem aprender uma lição”.

Uau! Como assim? Como pode o funeral ser melhor que a festa? Que conversa mais estranha é essa?

Não é um culto à morte, não é um pessimismo tirânico, mas uma lembrança de que existem situações que só a amizade sustenta. Existem momentos em que diferenciamos quem é quem em nossas vidas.

Encarar a morte é coisa de amigo. Dar as mãos para alguém atravessar o luto é coisa de amigo.

No dia em que me despedi da minha mãe um amigo me escreveu: “quando o seu coração estiver doendo muito, eu te empresto o meu… Pode usar quando quiser”. Coisa de amigo.

Faça muitas festas, celebre mesmo, a vida merece e precisa disso, mas não confunda quem está na festa com quem está com você.

Obrigado aos meus poucos amigos que no meio do inverno fizeram verão em mim, que em noites escuras estamparam um céu de estrelas para me guiar.

Obs: Imagem enviada pelo autor.

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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