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Hoje tive a experiência de ajudar na travessia de uma deficiente visual. Ao descermos do ônibus, os demais se apressaram na travessia, ela ficou. Perguntei se podia ajudá-la. Ela aceitou de prontidão e segurou em meu braço. Perguntou se podia segurar no outro. Pode sim. Respondi.
Passos curtos até a unidade Rondon ela me interrogou longamente: pra onde vai? Também estuda na Ufopa? Que curso faz? Assim como eu, ela também é estudante da Ufopa, curso de biologia (que segundo ela o curso mais difícil da Ufopa). Que curso você faz? Perguntou. Faço mestrado. É difícil mestrado? Tem disciplinas no mestrado? Quantas? Demora muito tempo? Perguntou até se eu havia tomado café e comido pão (ela não). Fui respondendo ao passo de cada nova pergunta. Respondendo o tempo de conclusão do curso e os objetivos posteriores. E depois do mestrado o que vem? Doutorado. E o que vem depois do doutorado? Pós-doutorado. E você pensa em fazer tudo isso. Sim. Nossa! Então você nunca vai parar de estudar, né? Vou não.
Chegando na frente da Ufopa, ela estranhou o curso do caminho: por que você veio por aqui? Eu gosto de ficar na guarita. Me deixa na guarita (para esperar o intercampus).
E assim… nos separamos e nos aproximamos enquanto estudantes.
Mais uma aprendizagem para minha vida.
Obs: O autor é poeta e fotógrafo amador. Trabalha na UFOPA / campus de Óbidos.