Tá certo que a saudade alimenta, aquece, acalenta, mas também dói. Especialmente quando não podemos curtir as pessoas queridas, não podemos tê-las por perto, interagir com elas… eu sinto uma saudade imensa em meu coração, às vezes fazendo-o bater descompassadamente a cada amiga(o) lembrada(o)!
Estou, neste momento, sentado numa lan-house de uma cidade do interior do estado de São Paulo, para onde fugí por algum tempo dos problemas que estavam ameaçando minha saúde e minha sanidade. Mas garanto a todos que estou bem e – se tudo correr normalmente – em breve, retornando à normalidade. Às vezes somos forçados a admitir a necessidade de um período forçado de férias de tudo e de todos para que possamos nos reciclar e nos reinventar. E é mais ou menos isso o que ando fazendo neste período de desaparecimento completo. Ninguém sabe onde estou. Ninguém sabe onde me encontrar. Apenas uma única pessoa (de minha total confiança) conhece meu paradeiro e meus passos para uma eventual urgência.
Mas os amigos tão queridos seguem comigo pelas minhas trilhas, onde busco minha essência, minha identidade quase perdida, meu eu mais profundo. Claro que carrego-os todos dentro do coração, que arejo e ilumino com os raios de sol que invadem as janelas sempre abertas. E também troco, todos os dias, as flores frescas para tornar esse espaço o mais belo e aconchegante para todo o carinho que tenho recebido em todos os recados deixados.
E assim, sigo por aquí, em busca de mim mesmo, mas sentindo-me protegido pelo círculo delicioso de amigos que tanta força me dão.
Obs: Imagem enviada pelo autor.