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Quando Jesus falava a seus discípulos dos acontecimentos que o aguardavam em Jerusalém, fazia questão de adverti-los, dizendo que o “Filho do homem” deveria sofrer muito.

O mistério da paixão do Senhor nos faz pensar no sentido do sofrimento humano. Ele se reveste de uma densidade tal, que só é percebida à luz do próprio mistério de Deus.  Assumindo a vida humana, o Filho de Deus a tornou sacramento do amor divino, selando-a com o sofrimento da cruz.  A partir daí, podemos perceber a fecundidade do sofrimento, e sua potencialidade de levar à realização de um amor sem medida, que reveste a existência humana do mesmo sentido que Cristo conferiu à sua própria vida.  Assim entendemos o valor e o sentido que o sofrimento assume, quando vivido à luz do mistério de Cristo. No sofrimento a vida atinge a sua profundidade maior.

A maneira como Cristo falava de si mesmo, evocando a designação profética de “Filho do Homem”, e assumindo para si próprio a figura do “Servo Sofredor”, indica com clareza a convicção que ele tinha de assumir a trajetória humana, marcada pelo sofrimento e pela morte.  Ele não se furta a este roteiro da humanidade. Ao contrário, ele o assume em plenitude, sem reserva, sem privilégio, sem titubear. Faz até questão de advertir os discípulos, e de repreender a resistência deles diante do sofrimento iminente do Mestre.  Chega até a chamar a Pedro de Satanás porque não aceitava a perspectiva da paixão que vinha pela frente.

O sofrimento carrega um mistério. Ele merece respeito. Diante de uma pessoa que sofre, a primeira atitude conveniente é o silêncio e a reverência. Pois no sofrimento de qualquer pessoa, o Cristo revive a sua paixão, e continua nos educando no difícil aprendizado de transformar o sofrimento em caminho de amor e de amadurecimento humano. “O que eu fiz, fazei-o vós também!” – é a ordem deixada por ele!

Obs: O autor é Bispo Emérito de Jales. 



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