1. A prática tradicional de colocar a semente numa cova é uma atitude trágica. É colocar os restos mortais defunto numa sepultura. Cova é um lugar vazio, enquanto berço é um espaço para acolher o novo. Nele se coloca a semente para que brote e se multiplique. Os entes queridos a gente não enterra, a gente semeia para que se multipliquem. “Afirmo a vocês: se o grão de trigo não for posto na terra e não morrer, continuará a ser apenas um grão. Mas, se morrer, dará muito trigo”. Não se cultiva a morte; ela é passagem para o renascimento: por ela, os humanos rompem os limites do corpo e espalham seu espírito que vai reviver na ação de seus herdeiros de sangue e de fé.
  2. Os Terenas dizem que “a importância de uma árvore se mede pelos frutos que ela produz e a importância da pessoa, pelos amigos que ela consegue reunir”. Eduardo Galeano fala​ que “a árvore continua nas tábuas que produziu”.Um poema francês diz que “restará de você o que você semeou, o que você repartiu com os mendigos da felicidade”. A Sabedoria oriental alerta​ que “esquecer é um jeito de matar a pessoa para sempre”; por isso, sugere que “teu nome deve ecoar, na boca dos vivos que te sucedem e no interior da tua casa, para que tua memória não desapareça, eternamente, pois, a pessoa vive quando se pronuncia o seu nome.
  3. “… parece com papai e com mamãe também, parece com a vovó… não, não parece com ninguém. Ele, é ele só, sua majestade o nenê! ” A maior parte do que somos é um legado acumulado de inumeráveis gerações, sobretudo, de ações e atitudes que viraram memória e referência. A memória é que se eterniza e se torna inspiração ao se fazer memória humana pelo trabalho, pela arte e pela solidariedade, vividos com extrema dedicação. Cada pessoa inspirada na memória de seus pais, tece sua memória quando assume sua herança genética e histórica e se recria como um ser único. Re-existe quando é movida pela convicção de uma nova ordem social feliz, fraterna e livre. Março de 2019
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