reginaldoveloso937@gmail.com

1 – Domingo do Encontro na Praia
João 21, 1-19
Jornadas pesadas, noite adentro, sem nada conseguirmos, preparam, quem sabe, manhãs surpreendentes de abundância e fartura… Bastou jogar a rede do outro lado… Nas praias do cotidiano, Alguém está à nossa espera… Alguém passa… Na pessoa de todos os carentes e necessitados, Alguém está à nossa espera… Alguém está passando… À espera de nossa capacidade de compartilhar o pouco ou muito que tenhamos… Mas também, para surpreendermos com o que os carentes e necessitados têm para compartilhar conosco e nos enriquecer com sua pobreza.

Por sinal, você viu Deus passando em algum lugar… em algum momento… em algum acontecimento?… Apure o seu olhar: onde encontrar alguém preocupado com alguém, dedicando-se a alguém… algum grupo de pessoas, algum Movimento, alguma Organização, gente preocupada com quem mais precisa… gente lutando por Políticas Públicas, pelas causas da Classe Trabalhadora… gente construindo o Bem Viver, na Casa Comum… não duvide: aí, Deus está passando! Deixe-se arrastar por Ele! Só assim, o Ressuscitado aparecerá para você!

15 de maio: GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO! – 14 de junho: GREVE GERAL DA CLASSE TRBALHADORA BRASILEIRA! ONDE estaremos nós nesses dias de luta, NÓS, que fizemos a Campanha da Fraternidade sobre “POLÍTICAS PÚBLICAS”?… Onde estará o Ressuscitado à nossa espera?…

2 Domingo do Bom Pastor
João 10,27-30

O 4º Domingo do Tempo Pascal nos traz, todo ano, um retrato falado d’Aquele que se apresenta a nós como “O Bom Pastor”!

Mas, cada ano, com um enfoque especial.

E o bom é que, em tempos de Papa Francisco, o capítulo 10 do Evangelho de João adquire um novo brilho, pois o próprio Bispo de Roma, não somente o anuncia com autenticidade e insistência, como, sobretudo, o faz com toda a coerência dos seus ousados e repetidos gestos.

O melhor que poderá acontecer é ver toda a Igreja, a começar pelas catequistas, pelos animadores e animadoras de Comunidades, Movimentos e Pastorais, pelos Presbíteros e Bispos, se converter, primeiro, para o encontro mais sincero e profundo com o Pastor do rebanho, que somos todos e todas. Em seguida, nós que temos como tarefa, acompanhar, em diferentes níveis, este mesmo rebanho, nos convertermos ao modelo de Pastor que é Jesus. Somente assim, nossa Igreja e seus animadores e animadoras, nos sentiremos discípulos missionários, discípulas missionárias, d’Aquele que cultivou apenas um poder, o de dar a vida: primeiro, no sentido de sacrificar-se pelas ovelhas; e, depois, no sentido de comunicar-lhes a vida em plenitude, a “vida eterna”!

Num mundo tão confuso e complexo, onde as forças da morte, de tantas maneiras e em tantos espaços, parecem, muitas vezes prevalecer, como é importante sentir a presença desse Pastor, sentirmo-nos conhecidos (as) pessoalmente por Ele, a quem o Pai nos confiou… Sabermos que se o seguimos, não estaremos perdidos (as), caminhamos no rumo da Vida, aconteça o que acontecer… Sabermos que aqueles e aquelas que conosco caminham, por nós animados (as), o Pai jamais permitirá que sejam arrancados (as) das mãos do Pastor que ele nos deu. Com essa fé, enfrentemos as conjunturas e lutemos pela transformação das estruturas, onde quer que vivamos nosso dia a dia.

Por um LEVANTE ÉTICO: a hora e a vez da OBJEÇÃO DE CONSCIÊNCIA
Chico Whitaker

(C.W. É um dos organizadores do Fórum Social Mundial, secretário-executivo da Comissão Brasileira de Justiça a Paz da CNBB e ex-vereador pelo PT de São Paulo por dois mandatos)

Pode-se vislumbrar a sociedade que querem, mas a destruição está em pleno curso – por detrás de trapalhadas para o circo – atingindo direitos, normas e políticas que construímos duramente, como sociedade, ao longo de muitos anos. Ataca-se a soberania nacional, os recursos naturais e os equipamentos coletivos (“venham para o Brasil, estamos vendendo tudo”).

A intolerância, o ódio e a violência agridem a solidariedade humana e a cultura de paz e de diálogo. A mentira usada na campanha eleitoral procura agora desarticular estruturas e processos educativos construídos para o crescimento da consciência cidadã e a formação para todos. Legislações e ações de governo agravam o sofrimento dos mais pobres. Muitos já identi-ficam no que ouvem do Presidente e seu entorno desvios militarizantes que levarão a enfrentamentos de civis armados.

Mas essa destruição só poderá se completar se houver pessoas que assinem documentos, votem nos parlamentos, escrevam textos e portarias, executem ordens, apoiem orientações e decisões, silenciem, reprimam, deem tiros, torturem. Nada anda e nada se faz sem intervenções humanas, ainda que seja para apertar um botão (ou um gatilho).

Ora, o que caracteriza os seres humanos é sua consciência. Por isso podem se recusar a atos contra seus princípios e valores ou suas convicções religiosas. O direito à objeção de consciência já está consolidado em muitos países. (…). Cinquenta e sete milhões de pessoas escolheram Bolsonaro, mas 89 milhões votaram em seu oponente, se abstiveram ou votaram branco e nulo. Se a eles agregarmos os que o elegeram, mas já estão se arrependendo, poderemos erguer, com todos que não queiram ser cúmplices da destruição, um muro de contenção à barbárie anunciada. Recusar ordens não é fácil. Pode-se perder o emprego, ser castigado. Mas talvez seja também a hora e a vez da solidariedade com os que sofram as consequências de atos de coragem. Empresas podem abrir vagas para objetores. Advogados podem assegurar defesas e juízes podem punir atos de força. Terapeutas e médicos podem abrir consultórios para tratar sequelas. Comunidades podem suprir necessidades materiais de perseguidos. Políticos podem se unir para resistir à destruição. De nossa reação pode surgir uma enorme força cívica nova, capaz de reconstruir o país segundo nossos reais valores.

Em boa hora a CNBB lançou sua Campanha da Fraternidade centrando-a nas políticas públicas e na superação da desigualdade social. Que os mais velhos inspirem os mais jovens no que pode vir a ser uma virada histórica.

Carta Capital, 26-03-2019.

Obs: Reginaldo Veloso de Araújo é Presbítero das Comunidades Eclesiais de Base – CEBs, no Morro da Conceição e Adjacências, Recife-PE.
Compositor litúrgico, com diversos CDs gravados pela COMEP/Paulinas e pela PAULUS
Assistente adjunto do Movimento de Trabalhadores Cristãos – MTC-NE2
Assessor pedagógico do Movimento de Adolescente e crianças – MAC e do PROAC
Membro da Equipe de Reflexão sobre Música Litúrgica do Setor de Liturgia da CNBB
Mestrado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana – PUG (Roma, 1962)
Mestrado em História da Igreja, pela PUG (Roma, 1965)  



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