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Tragédias, tragédias e mais tragédias, duas em Minas Gerais em três anos, sendo a de hoje em Brumadinho, próximo de Belo Horizonte. Ambas mineradoras da VALE causando desastres sociais, ambientais, mortes. Segundo os bombeiros 200 pessoas estão desaparecidas. Mas não só em Minas Gerais, há poucos meses foi a tragédia em Barcarena no Pará. Na tragédia de hoje em Brumadinho, depois do rompimento, quando pessoas foram mortas, as águas do rio foram contaminadas pelos rejeitos, prejudicando inclusive as águas de beber das comunidades, então correm as emergências. Correm gerentes da criminosa VALE, sobrevoando a área destruída para medir os estragos, correm os bombeiros, a defesa civil para achar sobreviventes. Não se sabe ainda quantos morreram e  quantos vão morrer ainda pelo desastre. Corre o governo do Estado, o Ministro do meio ambiente, o governo federal. O que vão fazer? Lamentar a tragédia, mas as dezenas de outras barragens de rejeito de Minas Gerais não serão fechadas. Não pode, dizem os empresários, vão ficar desempregados muitas pessoas, não pode, dizem os governos do Estado e Federal, pois vão perder recursos dos impostos, vai abalar a economia. Enterrem os mortos, paguem uma mixaria às famílias dos assassinados pela VALE e por outras empresas mineradoras. Mas, que garante que não virão outras tragédias do tipo?  Mineradoras com barragens de rejeitos existem em Roraima, no Amazonas, em Rondônia e no Amapá. Só no Pará, além da norueguesa de Barcarena, que continua funcionando tranquila depois dos rejeitos contaminando os rios, há barragens da mineradora ALCOA em Juruti, há várias barragens de rejeito no rio Trombetas da Mineração Rio do Norte. Não podemos esquecer também as barragens de hidroelétricas que são também passiveis de rompimento. Duas no rio Madeira (Jirau e Santo Antônio, que já causaram alagamento até na capital,  Porto Velho), Teles Pires e Juruena no Mato Grosso, Belo Monstro no rio Xingu, Tucuruí no Tocantins e outras e outras que silenciosas estão por aí como cobras venenosas esperando a vez de atacar seres vivos e mãe natureza. Até quando vão se repetir esses desastres e nós consentindo mais empresas assassinas continuarem se instalando em nossa região? Até que seus filhos morram nesses desastres? Até que seus pais morram expulsos por empresas e suas barragens de rejeito? Hoje as vítimas estão em Brumadinho, Barcarena e Mariana. Amanhã, quem será?

Obs: O autor é membro da organização da Caravana 2016
Coordenador da Comissão Justiça e Paz da Diocese de Santarém (PA) e membro do Movimento Tapajós Vivo.
Autor dos livros: Amazônia: o que será amanhã? (Vol I e II) e Uma revolução que ainda não aconteceu.



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