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Por que um país africano não poderia indicar o caminho ao mundo?” é a interrogação que Bento XVI deixou em sua viagem ao Benin, comenta o diretor do L´Osservatore Romano jornalista Giovanni Maria Vian.

Por que o Papa escolheu o Benin para esta sua segunda viagem ao continente africano, para de lá lançar uma mensagem à África inteira de hoje e de amanhã? – perguntaram os jornalistas no vôo entre Roma e Cotonou na manhã da sexta-feira, dia 18 de novembro. O Santo Padre deu três razões: primeira, por ser o Benin um país em paz, interna e externa, com instituições democráticas funcionando em espírito de liberdade e responsabilidade. Segunda, por ser um país, onde se verifica uma presença de diversas religiões em convivência pacífica: cristãos em grande diversidade, muçulmanos e as religiões, que o papa chamou de “tradicionais”, isto é, os vários cultos das antigas etnias que compõem o país. E a terceira razão, Bento XVI fez questão de sublinhar: é ser o país de seu grande amigo, o Cardeal Gantin, em cujo túmulo ele sempre teve o desejo de um dia poder rezar. O embaixador muçulmano na Nigéria acentuou ao arcebispo Becciu, da Secretaria de Estado: “Lembre-se que o papa não vem só para vós, católicos. Vem para todos os africanos que o consideram pai: o pai de toda a humanidade.” “Os africanos, destacou o arcebispo, amam o Papa, vêem nele realmente um homem de Deus, que foi encontrar-se com eles, abençoá-los e encorajá-los, sobretudo, um amigo. Vêem no Sumo Pontífice o homem que se faz porta-voz de seus sofrimentos e necessidades diante do mundo, para além de toda a cultura ou credo religioso.”

Realismo e esperança – foram as marcas dos pronunciamentos de Bento XVI nesta visita pastoral. No palácio presidencial esclareceu: “Nesta fase crucial para todo o continente, a Igreja na África, com o seu compromisso ao serviço do Evangelho, com o testemunho de solidariedade efetiva, poderá ser protagonista de uma renovada era de esperança.” Com ênfase, Bento XVI exclamou: “Africa, terra de um novo Pentecostes, tem confiança em Deus. Animada pelo espírito de Jesus Ressuscitado, torna-te a grande família de Deus, generosa com todos os teus filhos, agentes de reconciliação, de paz e de justiça. África, Boa Nova para a Igreja, torna-te isso mesmo para o mundo inteiro!”

Na tarde do domingo, 20 de novembro, Bento XVI despediu-se do Benin e foi saudado no aeroporto pelo Presidente da República, Boni Yayi, que ressaltou o modo como “a visita papal permitiu constatar o fervor das Igrejas e das populações da África, confirmando a fé de milhões de cristãos e fortalecendo-os na esperança.” Por sua vez, o Sumo Pontífice destacou que desejou visitar uma vez mais o continente africano, pelo qual sente um afeto particular, porque está intimamente convencido de que é uma terra da esperança. “Aqui se encontram valores autênticos, disse ele, capazes de servir de inspiração para o mundo e que nada mais pede, senão poder desenvolver-se com a ajuda de Deus e a determinação dos africanos.” Lembrou seu grande amigo o Cardeal Gantin, que dá nome ao aeroporto. E sublinhou: “A primeira das palavras de vosso lema é FRATERNIDADE. Viver juntos como irmãos, apesar das legítimas diferenças, não é uma utopia. Por que é que um país africano não poderia apontar ao resto do mundo a estrada a seguir para se viver uma autêntica fraternidade na justiça, fundada na grandeza da família e do trabalho? Que os africanos possam viver reconciliados na paz e na justiça, E terminou em língua do Benin: DEUS ABENÇOE O BENIN!

A África, é bom lembrar, acolheu a Sagrada Família em fuga da perseguição de Herodes. Simão, de Cirene, da Líbia, ajudou a carregar a cruz de Jesus. A Escola de Alexandria, S. Agostinho de Hipona e os antigos autores cristãos africanos são a glória da antiga patrística. Como bispo auxiliar de Aracaju, eu tinha o título de bispo de Zallata, na Mauritânia inferior, hoje Argélia. A Inspetoria Salesiana do Nordeste recebeu este ano o missionário Musafiri Kaluta, vindo da Republica Democrática do Congo. É a África que nosso grande Papa definiu aos bispos africanos presentes no Benin como “reserva de vida e de vitalidade”. (12.12.11)

Obs: O autor é arcebispo emérito de Maceió.



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