elza fraga 1 de junho de 2018

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Apenas uma história para ilustrar o dia das mães. E tomara que sejam poucas as que se identifiquem no texto.

“Usam as mães enquanto crianças porque estão pegando força e criando asas pra levantar voo
E enquanto não conseguem o voo continuam ali, atrás da porta materna, aterrizados na pista.

Vez por outra ensaiam voos ligeiros.
Vez por outra testam a força no enfrentamento.

E vão, vagarosamente, aumentando a dose dos desaforos, das humilhações, dos berros, dos cortes em momentos importantes das novas vidas.

Começam a afastar a figura materna como se fosse a cara do que negam em si.

Aí já sabem que tem a força das asas.
Aproveitam o declínio natural da força que se esgota nas mães que, impotentes, agora servem pra muito pouco.

E as afastam de vez, mas sempre fazendo parecer que foi o contrário que se deu.
Usam algum truque, pedem algo que sabem impossível, simulam um desentendimento, destratam por telefone enquanto postam palavras suaves para serem lidas pela turminha de amigos.

E daí pra frente é distância, desprezo e medo de que possam, no limiar do esgotamento e doença, ousarem pensar nos filhos como porto seguro.

Só vão aparecer novamente no papel de filhos na hora que a dona morte recolher os cacos do que – outrora, foi mãe.

Baterão textão no face falando de um amor que nunca sentiram. Colocarão perfil de luto.
Chorarão talvez na cremação.

E esquecerão,
porque a vida pede pressa.”

Acho que este texto tão cru e terrível para um “Dia das Mães” deveria ser lido e considerado,
porque como as mães não são robôs em série, os filhos também não.
Existem filhos de todos os tipos nestes tempos modernos.

elza fraga
Exercendo seu direito de observância da vida.

Obs: Imagem enviada pela autora.



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