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Nossa Amazônia vive duas semanas de graça, pelos dias que passaram e pelo desafio que haverá na quarta feira, quando a democracia já abalada, estará em cheque mate.

Na sexta feira passada  nós amazônidas tivemos um dia especial de graça. Foi um dia de unidade na fé e esperança. O Papa Francisco pisou em terras amazônicas, na cidade de Maldonado, no Peru, bem vizinho do Estado do Acre. Foi acolhido como grande irmão e como irmão, retribuiu o carinho de milhares de moradores da cidade e de centenas de outros lugares, inclusive várias delegações de Rondônia, do Acre e da Amazônia brasileira.

Vale a pena reproduzir o que escreveu o jornalista Luiz Miguel Modino que esteve lá. Disse ele: ” Existem momentos que marcam um antes e um depois, que passam para a história. As palavras que o papa Francisco pronunciou hoje em Maldonado, a mais de três mil indígenas, vão ser uma referência na vida dos povos indígenas e da Igreja na Amazônia. Um papa que veio a Maldonado para visitar e escutar o grito da terra e dos mais pobres, para se solidarizar com os desafios de seus pobres e de sua Igreja. Veio sentir a gente que se sente orgulhosa do que é, sua língua , culturas e tradições. Gente que se une, pois isolada se sente triste, porém ao se encontrar é uma alegria contagiante. Essa alegria dos pobres da Amazônia é motivo para reflexão de outros povos dominados pelo individualismo egoísta.

Papa Francisco acompanha e sabe o que acontece  na Amazônia, que ele considera uma terra santa. Em Maldonado afirmou que nunca os povos amazônicos estiveram tão ameaçados em seus territórios como hoje. A Igreja que caminha na Amazônia foi desafiada pelo papa Francisco a vencer os medos e não deixar de defender os que mais sofrem, comprometendo-se a defender as culturas, inspirados pelo Evangelho.

Diante das autoridades peruanas, inclusive o presidente Kusinski, o papa disse algo que deve atingir também os políticos brasileiros. Disse ele: ” a destruição do meio ambiente não pode ser separada da degradação moral. É a maneira como estamos despojando a terra dos recursos naturais, sem os quais não é possível nenhuma forma de vida. É preciso estar atentos a outra forma de degradação ambiental, a corrupção”. Assim foi em maldonado anteontem.

Será que eu, você e outras pessoas sentimos para nós esse recado do papa Francisco em sua visita à nossa Amazônia? Francisco não é um político, nem professor, é sim um profeta de nossos tempos. O que ele falou em Mandonado anteontem, vale para os políticos, para os empresários, os prefeitos e governantes, mas vale também para bispos, padres e leigos cristãos de todas as igrejas.  Não podemos ficcar indiferentes, alienados diante da degradação das riquezas da mãe natureza. A disputa pelo território, degradando a terra para tirar lucros a qualquer modo, fazem parte de algum tipo de corrupção, condenada pelo papa.

Santarém, Belterra, Mojuí dos Campos, Curuá, Alenquer e outros municípios estão sofrendo os impactos de grandes projetos de portos graneleios, desmatamento e uso de agrotóxicos, especulação imobiliária, projetos hidroelétricos. Diante dessa realidade, o papa nos desafia a vencer os medos de arriscar pela defesa da vida, da justiça social, medos de denunciar a corrupção, as propinas também aqui na região. Eis porque a presença do papa Francisco na Pan Amazônia nestes dias é uma bênção e uma provocação à nossa fé cristã.

Ligada à questão da moralidade na vida social, de que falou o Papa, na próxima quarta feira, outro acontecimento muito sério estará presente, não mais no Peru, mas em Porto Alegre. O tribunal de segunda instância vai julgar o  ex presidente Lula, já condenado pelo juiz Sérgio Moro. No segundo julgamento estará em cheque mate a democracia. Sem se levar em conta se Luiz inácio Lula cometeu crime ou não, o que está em jogo é se há provas ou não, para ele ser julgado. Se for condenado sem provas, como foi anteriormente pelo juiz do lava jato, a justiça comete novo crime contra a democracia. Pois ninguém pode ser condenado sem provas do crime. Daí que na próxima quarta feira o acontecimento de Porto alegre vai gerar muitos conflitos no país todo.

Nenhum de nós pode ficar indiferente, pois está em cheque mate a democracia. Afinal, você é pela democracia ou não? É importante acompanhar o que vai rolar no tribunal de Porto Alegre. Não temos que tomar partido por Lula ou contra Lula, mas sim, precisamos tomar partido pela democracia, defendendo um julgamento justo em si. Portanto acompanhe, seja pela internet, pelas redes sociais e parece que a Rádio Rural vai também transmitir alguns momentos.

Obs: O autor é membro da organização da Caravana 2016
 Coordenador da Comissão Justiça e Paz da Diocese de Santarém (PA) e membro do Movimento Tapajós Vivo.
Autor dos livros: Amazônia: o que será amanhã? (Vol I e II) e Uma revolução que ainda não aconteceu.



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