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Tendo em conta o Dia da Consciência Negra, que faz referência à morte de Zumbi, o então líder do Quilombo dos Palmares – situado entre os estados de Alagoas e Pernambuco, há necessidade de acolher e incluir “a todos os filhos de Deus num mesmo peregrinar”.

Há, ainda, um preconceito muito grande na vida das pessoas. E o Padre Cícero, em sua época, já percebia e acolhia os seus clamores. É importante que nós vejamos um mundo acolhedor, que respeite as diferenças. E como é bom recordar esta virtude do Padre Cícero: acolher a todos e a todas, oferecendo-lhes dignidade.

Inspirando-me no Evangelho de Lucas (ver Lc 18-35-43), o qual narra a busca do cego Bartimeu por Jesus, na intenção de que o Senhor possa curá-lo, ressalto que essa leitura traz muitos ensinamentos a todos nós. O cego ‘ouviu falar’. Mas ele estava fora do caminho, à margem. Quantas realidades de exclusão nós vivemos. Esse cego estava abandonado à beira do caminho. Importante que nós reflitamos quais são as realidades que nós excluímos de nosso meio”.

No entanto, o cego tinha fé. Certamente, já sabia quem era Jesus. Então aproveitou a oportunidade para “pedir àquele que não exclui ninguém” para que o curasse. Por isso, grita e faz com que todos vejam a sua situação, a sua realidade. Interessante que, nem todos que estão no caminho, têm o mesmo sentimento de Jesus. Ao contrário. Pedem que calem a boca do cego e o tirem do meio do caminho. E Jesus quer entender: “Que queres que eu faça?”. Aqui está o ensinamento: o “ver” o “enxergar” vai além do “recuperar a vista”. O cego quer uma sociedade diferente, que acolha a todos, quer ver o Reino. E Jesus diz: “Portanto, vê! A tua fé te salvou. É preciso acreditar nas potencialidades que Deus deu a cada um de nós. A fé faz acontecer. Depende do nosso propósito, da nossa insistência. Depois que o cego passa a ver, passa a ser seguidor de Jesus, anunciando Seu Reino e a Sua mensagem”

 Recordando, a Primeira Leitura (ver 1Mc 1,10-15.41-43.54-57.62-64)), os tementes a Deus enfrentam a lei, enfrentam a sociedade que vem matar a sua vida. É necessário – que acreditemos na graça de Deus presente na vida de todos nós. E essa graça aparece quando nós nos juntamos, quando tomamos o rumo do seguimento do Senhor.

Obs: A tradicional celebração, no dia 20 de novembro, reuniu milhares de romeiros, vindos das mais diversas partes do Nordeste, para recordar a vida, o testemunho e os ensinamentos deixados pelo querido “padrinho”.

O autor é Bispo Diocesano de Crato.



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