elza fraga 1 de novembro de 2017

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Não pense que alguém vai lhe acompanhar na dor, na solidão ou no fracasso. Não vai!

Quando todos abandonarem sua canoa furada, os parentes sumirem, e falo dos mais parentes mesmo, se é que me entendem, e a tristeza for sua única companhia, tente não pensar sobre isso, é a maneira mais eficiente de não enlouquecer.

Aí se vire pro seu interior e pesquise, se achar algum dom use como paliativo.
Sabe cantar? Cante!
Sabe bordar? Borde!
Sabe contar histórias? Conte!
Sabe fazer poemas? Faça!
Só a arte não nos abandona, segue forte segurando nossa cabeça entre seus finos dedos, acaricia nossa fronte e nos acalma nas crises de dor.

Quanto aos que ficaram risonhos, perdidos pelo caminho.
Aos que acharam melhor se afastar.
Aos que fugiram, e fogem, dos seus espaços reais e virtuais
(como o inominado foge da luz),
e que se falam ainda com você é por interesse ou obrigação, escondidos nas mensagens secretas para que seus amigos perfeitinhos
– que ainda estão na festa da saúde –
não notem que eles se aproximaram do impuro, do pária em que você se transformou…
não se preocupe com estes, a estrada deles continuará e chegarão nesta mesma encruzilhada, aqui neste ponto onde você se encontra agora.

Hoje formam a turma dos invisíveis.
Amanhã formarão a turma dos abandonados, tanto quanto abandonam agora, enquanto o vinho da vida ainda corre quente em suas veias.

E quem hoje forma a turma dos descartados, amanhã não estará aqui pra dar ombro, colo, e cantar acalantos.

Sinto muita dó de gente que não percebe que a vida segue o fluxo, e todos iremos, mansos ou rebeldes, caminhando para a sorte na próxima esquina.
E o nome desta sorte é morte!

[elza fraga]
Em dia de repensar os caminhos, tentar mudar de rumo e voltar pros braços do sol.

Obs: Imagem enviada pela autora

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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