Dênis Athanázio 1 de novembro de 2017

http://obviousmag.org/denis_athanazio/
https://denisathanazio.wordpress.com/

Existem dias confiantes
Até nos achamos
Ficamos cheios
De achismos confirmativos

Outros dias são terríveis
Não nos achamos
Aliás, achamos sim
Achamos o nada
Nadamos na dúvida
Achando nada de nada

Aí tentamos nos achar na vida
Ou sermos achados por alguém
Mas não é qualquer alguém
É alguém que gostamos
E que já o havíamos achado antes

O problema é que nem sempre
Quem queremos que nos achem
Querem nos achar
Eles podem desejar achar outros tantos
Que também podem não querer
Achar esses tantos outros

Às vezes achamos que tudo vai piorar
E piora mesmo
Às vezes a gente pira
De tanto apenas achar
Mas nunca com a certeza
De que o que se achava
Era o que realmente se devia procurar

Achado não é roubado
Achato minha culpa
Tentando achar
Que foi Deus que o deixou
Para eu achar
Esse dinheiro na rua

Achei um sorriso
Vagando por aí
De longe era bonito
Mas de perto era terrível
De vez em quando
É melhor ficar com o achado inicial
Pra não desfazer a fantasia
Da primeira vista
Que foi Enganada pela distância
E de perto, achado pelo real

Às vezes acho
E descubro chamas bonitas
Nascendo, bem no fundo,
No coração
Eu as chamo
De fogo de vida,
Pois são elas que ascendem meus sonhos,
Meus achados,
Meus amores, meus temores

Até o dia em que elas
Se acharão
Ausentes, apagadas
Então, já se foi
Achou-se a falta

E só será achado meu pobre pó,
Pois serei cinzas
Achadas numa pequena caixa
Numa velha estante
Onde se acham
Apenas as lembranças
Guardadas nesse setor
De achados e perdidos
Dentro do coração
De alguém que um dia,
Amorosamente,
Me achou.

Obs:  O autor é Psicólogo, palestrante, terapeuta de família casal.
Imagem enviada pelo autor.



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