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No meio da semana, lá na Europa aconteceu mais um atentado violento com mortos e feridos, mais um entre tantos, por causa das discriminações humanas. No Brasil, as violências de ruas mais graves acontecem no Rio de Janeiro, mas também em Altamira, em Belém e mesmo em Santarém. Se nestes lugares as causas de violências são o tráfico de drogas e preconceitos, em Brasília a maior tragédia é provocada por políticos e governo federal. São crimes hediondos de mudanças de leis que prejudicam milhões de trabalhadores, de assistidos do programa Bolsa família de esvaziamento de universidades. É a destruição da democracia concretizada por um governo ilegítimo, um congresso irresponsável e um judiciário permissível. Como é possível o presidente Michel Teme decretar a diminuição do salário mínimo 2018 para metade dos trabalhadores brasileiros, ao mesmo tempo perdoa a dívida de 426 bilhões de reais  para bancos e empresários? A que grau de crime chega o presidente ilegítimo.  Toda humilhação tem limites e a paciência da população começa a se esgotar.

Alguns pequenos sinais já aparecem no cenário local. Em Alter do Chão moradores se rebelaram contra o abuso do aumento das passagens de ônibus e bloquearam a rodovia, exigindo tomada de posição do prefeito em respeito aos moradores da vila. O prefeito preferiu recorrer ao juiz para desbloquear a rodovia à força se necessário. Aplausos aos rebelados de Alter do Chão, que dão seu grito de alerta às autoridades.

Outro luminoso sinal de democracia deram os membros do Conselho Municipal de Transporte de Santarém. Uma empresa de ônibus urbano resolver entrar numa linha de serviço do bairro, sem autorização do Conselho. Foi barrada e terá que sair da linha onde outra empresa já atuava. O Conselho Municipal de Transportes mostra assim que em democracia se respeitam as regras do jogo. Se o prefeito e vereadores se abaixam à pressão dos empresários, o Conselho não é enfeite da cidade. Aplauso para cos conselheiros pela rebeldia positiva.

Diante de nova ameaça do ilegítimo presidente Michel temer de prejudicar os funcionários públicos federais com demissões voluntárias e não preenchimento de cargos vazios, os sindicalistas estão preparando uma greve geral de funcionários públicos como aviso ao presidente. Aplauso aos rebeldes sindicalistas nacionais e de Santarém.

Os sinais de rebeldia do povo humilhado, continuam e vão crescer nos próximos meses. Em Brasília, representantes de 850 mil indígenas brasileiros estiveram na semana passada em frente ao Supremo Tribunal Federal, pressionando os Ministros a recusarem a invasão nas terras indígenas e negarem a validade do marco temporal. Os ministros reconheceram os direitos originais dos povos indígenas. Os latifundiários, mineradoras e grileiros estavam   ansiosos para invadir as terras, alegando que os indígenas só tinham direito às terras que ocupavam quando da constituição de 1988. Vitória da rebeldia dos parentes indígenas e aplauso a eles.

E assim, pouco a pouco os sinais aparecem indicando que os humilhados pela ditadura Temer não irão suportar por muito tempo agressões a seus direitos. Os políticos já se preocupam e por isso, estão inventando novos truques para continuar no seu emprego bem pago de políticos. Para segurar tal situação já trabalham uma tal reforma política eleitoral. Querem mudar as regras criando um tal distritão. Julgam eles que como boa parte dos eleitores se iludem facilmente nas campanhas eleitorais, pelo distritão, serão eleitos apenas os mais conhecidos e com mais recursos. Esta é mais uma bandidagem de políticos que, ou são acusados de corrupção, ou nada fizeram em benefício do povo, pelo contrário, votaram pela destruição das leis trabalhistas e da previdência social. Logo que os trabalhadores sentirem o grau de prejuízo em suas vidas, a rebelião vai aumentar. Por isso os políticos querem criar regras para se garantir enganando os menos informados.

A esperança de nossa nação é que toda paciência tem limites e a população vai acordando e vai reagir fortemente.

Obs: O autor é membro da organização da Caravana 2016
 Coordenador da Comissão Justiça e Paz da Diocese de Santarém (PA) e membro do Movimento Tapajós Vivo.
Autor dos livros: Amazônia: o que será amanhã? (Vol I e II) e Uma revolução que ainda não aconteceu



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