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Mais uma vez entra em cena o meu amigo Pe. Luiz Baronto, que me convida a conhecer o arquipélago de Fernando de Noronha, que não dispunha de  assistência pastoral continuada.  Apenas alguns beneditinos, faziam temporadas na Ilha. Entre esses, o atual Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Antônio Fernando Saburido,  quando monge.

Acredita-se que o arquipélago tenha surgido há cerca de 12 milhões de anos, numa série de erupções vulcânicas submarinas. As paisagens que fazem hoje a beleza de Fernando de Noronha são resultado dessas erupções vulcânicas intensas, com explosões e emissão de lava e ocorrência de erosão sedimentar. Hoje, com 21 ilhas, o arquipélago está localizado sobre esse vulcão extinto e submarino, cuja base mede 74km de diâmetro e está a 4.200 metros de profundidade. Sua cratera vulcânica, extinta há mais de 20 mil anos, faz parte de uma cadeia de montanhas da parte atlântica da placa sul-americana.

Data oficial do descobrimento de Fernando de Noronha é o dia 10 de agosto de 1503, a partir dos registros feitos pelo navegador e escritor florentino Américo Vespúcio, que comandava uma das embarcações da frota de seis navios da expedição  e se propunha a dar a volta ao mundo. Em 1505 ou 1506, Vespúcio descreve as ilhas e relata o acidente ocorrido com a nau capitânea, comandada por Gonçalo Coelho, que afundou próximo ao Arquipélago. A origem do nome do arquipélago  é duvidosa. Seria uma homenagem ao nobre português Ferdinando de  Noronha que, muito rico, teria patrocinado o empreendimento náutico.

Sua beleza, natural, é realmente encantadora, como poucas paragens no mundo. Eclesiasticamente é, ainda agora, uma capela da paróquia do bairro do Recife antigo, dedicada a São Frei Pedro Gonçalves da Madre de Deus, conhecida (por abreviação) como Igreja da Madre de Deus. Por várias décadas, ela teve o título de  Concatedral, em substituição à verdadeira concatedral  – desconhecida do povo – que é a igreja de São Pedro dos clérigos, no bairro de São José.

Quando fui para lá atender à pastoral da Ilha, Dom José Cardoso Sobrinho O. Carm., então arcebispo de Olinda-Recife, nomeou-me seu delegado para a comunidade católica de Fernando de Noronha porque, dizia ele, um arcebispo mesmo emérito, não podia ficar subordinado canonicamente ao pároco da Madre de Deus.

(Texto retirado de “Novas Memória Salesianas de um Velho Arcebispo”)

Obs: O autor é  arcebispo emérito de Maceió.



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