1. Essa é uma questão melindrosa e comporta respostas ambivalentes. Começa pelo fato da pessoa não conhecer a si mesma. Muitos momentos de alegria, de indignação e dor podem revelar facetas que a própria pessoa sequer tinha consciência. Elas nascem de seu mapa genético, de sua educação, de seus traumas, do contexto social em que vive das escolhas que fez…. Sem falar que toda pessoa pode mudar e, de fato, muda.
  2. O melhor julgamento de você quem faz são os outros”, pois, pelo fruto se conhece a árvore e o comportamento revela a coerência dos propósitos interiores da pessoa. Se as ações não manifestam o que a pessoa quer ser, mostra também a personagem que lhe convém ou lhe obrigam representar. A plateia pode ter várias opiniões de como eliminar um calo, mas só a pessoa que vive o calo pode decidir o quê e como vai fazer.
  3. Um provérbio latino lembra que “nemo iudex in causa própria” (ninguém é juiz em causa própria) pela dificuldade de isenção, ao fazer juízo de si mesma. Pois, na ânsia de afirmar sua autoimportância, o ser humano não raro superestima seus feitos e tende a perdoar e justificar suas intenções e seus equívocos. A autoestima adulterada pode levar alguém a se achar a última bolachinha do pacote ou se pensar acima do bem e do mal.
  4. Uma das leis de ouro da convivência humana diz que é preciso gostar dos outros, assim como gostamos de nós mesmos. Tal princípio ajuda a evitar tanto a própria exaltação, como a humilhação – nem pavonear-se, nem rebaixar-se. Assim, nada deve diminuir o amor próprio e o orgulho de cultivar uma identidade. A condição é o equilíbrio entre sentir-se única (outra que nem que eu, só eu) e desconfiar de seus limites e incompletudes.
  5. Gente merece brilhar e ser elogiada por seus atributos. A baixa-estima é atrofia. É justo “se achar” sem deslumbrar-se com os méritos, misto de construção coletiva e esforço pessoal. A experiencia recomenda: confiar em si e reconhecer a alteridade, seguir sua “cartilha” e dialogar com a diferença, apreciar iniciativas de beleza e gestos de entrega, ter um grupo de confiança, romper o muro do gueto e participar de atividades sociais… (21 de junho de 2017, solstício de inverno)
Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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