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O que pensar dos tempos de hoje?

Há pessoas que se afligem muitíssimo com os tempos de hoje.  Afligem-se com a violência e o ódio que rebentam no mundo inteiro. Basta abrir um jornal, ouvir um rádio, assistir a programas de televisão. É impressionante a massa de informes de guerras, de sequestros, de assaltos, de roubos, de mortes. Há pessoas que se afligem ouvindo palavrões, que hoje são ditos com a maior naturalidade, presenciando modas e modos que provam como anda baixa a moral. Afligem-se ouvindo flagrantes de gastos loucos com a fabricação de armas e com o desperdício da sociedade de consumo. Tudo levando um pequeno grupo a tornar-se rico, sempre mais rico, a custa de mais de 2/3 da humanidade, que mergulham em condição, que nem é humana, de miséria e de fome. Não falta quem pense que são sinais claros da proximidade do fim do mundo, levando em conta a audácia com que os homens andam invadindo áreas privativas de Deus, com viagens especiais e os céus se enchendo de satélites pesquisadores e espiões. Andam invadindo áreas privativas de Deus também com descobertas como a desagregação do átomo e os avanços perigosos no campo da biologia e, especialmente, da genética. Não faltam, então, pessoas sinceras que se afligem em viver em dias tão agitados, tão violentos, tão desumanos e ficam, não raro, suspirando por não terem vivido ou no tempo do romantismo, ou no tempo da Renascença ou, de modo especial , nos primeiros tempos de cristianismo. Os que temos a felicidade de crer em Deus, Criador e Pai, os que sabemos que não existe acaso, mas a amorável Previdência Divina, nem podemos vacilar, temos que preferir de verdade, de todo coração, viver no tempo e no lugar que Deus escolheu para nòs. Temos que abraçar o tempo e o lugar em que Deus nos permite viver e trabalhar.

Vamos meditar juntos em como descobrir todo o outro lado da realidade, altamente positivo e encorajador. Vamos meditar juntos, durante várias meditações, na parte que nos cabe, tentando ser, juntamente com nossa comunidade de vida e de trabalho “sal da terra e luz do mundo”.

Em momentos de pessimismo, podemos imaginar que o mundo foi abandonado por Deus e está perdido. Podemos imaginar que está tudo caindo de podre. Se há mesmo podridão, temos que perguntar a nós mesmos se estamos cumprindo nossa missão de sal. Em momentos de pessimismo, podemos ter a impressão de que há trevas por todos os lados, de que q escuridão avança e uma noite grande e triste cai sobre a humanidade.

Antes de assombrar-nos, sem saber como dar um passo, com o risco de rolar no abismo, ou de dar perigoso esbarrão, temos que perguntar a nós mesmos se estamos cumprindo nossa missão de luz.

Quanto a saber se estamos, ou não, nos últimos tempos, a ponto de já descobrirmos o Anti-Cristo no meio de nós, prefiro mil vezes pensar com o Papa João XXIII que ainda nos achamos no primeiro dia da criação. Não se trata do começo do fim, quando muito estamos no fim do começo.

Por hoje, fiquemos perguntando anos mesmos:

– Temos feito força para ser sal da Terra e luz do mundo?

– Cremos no acaso ou na Providência Divina?

– Acreditamos que Deus criou o mundo criou para divertir-se  a nossa custa, ou criou o mundo por amor?

– Mesmo levando em conta os nossos pecados, podemos admitir que vai ser perdida a encarnação redentora do Filho de Deus, nosso irmão Jesus Cristo?

– Será possível que haja forças más, espíritos perversos mais poderosos que o Espírito de Deus, que nos acompanha, nos ilumina e nos dá forças?

Que ele, o Espírito de Deus, nos acompanhe e nos guie em nossas meditações.

Obs: Imagem e texto enviados pelo IDHEC – Instituto Dom Helder Camara
. Ver AUTORIZAÇÃO do IDHEC no item  OBRAS LITERÁRIAS.



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