elza fraga 15 de dezembro de 2016

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O amor atropela, fura sinal, avança e segue pela contramão da temperança e da lucidez.
O amor não pede licença, não bate na madeira da porta, não toca campainha, não avisa a chegada antes de entrar.
O amor é sorrateiro, sinuoso, perigoso, ardiloso, cheio da empáfia que o nome lhe permite.
O amor não segue setas, não respeita domínios, não retrocede na esquina, não desanima no fracasso.
O amor insiste, vence, domina, se impõe, repete a lenga lenga que sabe funcionar no coração marcado para abate.
O amor não é fraco não, não cai pelo caminho, não se deixa abater, desanimar, descalçar;
Amor de verdade volta todos os dia a mesma hora, ou em horas incertas quando quer causar aflição. Mas volta, nem que seja pra lembrar que ele está vivinho.
O amor não é pra amadores, não é para espíritos frágeis, não é para covardes.
O amor é para matreiros, caçadores, guerreiros armados.
Não é pra quem se defende escondido pelas cobertas do medo
É pra quem tem ousadia.
Amor não é brinquedo, mas quebra, acaba a corda, se entorta e vai embora.
Escorrega pelos dedos como areia, não deixa nem presença, mas deixa gosto.
A alma sabe disso e se preserva, e se retira, e sai da arena, e perde o melhor da festa.
Porque o amor é grande demais pra caber numa vida só, ele atravessa, e segue.
O amor é doença, então atenta e fuja da vacina, melhor ter amor umas dez vezes na vida e contagiar aos incautos, que ter o remédio… Porque o amor pode ser tudo, pode ser nada, pode ser o que caiba no peito, mas nunca deve ser usado em doses altas como remédio, em dúvida leia a bula!(23.11.16)

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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