elza coisas que passarinhos

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Existe uma espécie de construção, feita de vários materiais, nunca iguais, nunca em série, algumas grandes e fartas, algumas singelas e coloridas, chamada casa.
Nessas construções mora gente.
Em algumas moram pessoas sós, não solitárias. Saem, andam procurando natureza, tentam saber em que podem ser úteis e distribuem abraços aos necessitados de braços, palavras aos carentes delas e ouvido servil com boca silenciosa aos que precisam colocar a alma pra fora e querem apenas alguém que os escute atentos, sem julgamentos, apenas mãos e braços estendidos pro conforto.
Em outras moram pessoas sós e solitárias. Andam curvadas ao peso do desamor, e a nada se apegam, algumas vezes até pensam que são felizes. Seguem enganadas e enganando. Nada ajudam, nada contribuem, nada atrapalham, mas também nada acrescentam ou aperfeiçoam. Como nuvens passam rápidas formando desenhos, nunca sendo o desenho. Buscam incessantemente o vazio da vida, mas não carregam a vida no sorriso. Nada aceitam. Nada doam. Apenas estão ali plantadas como se árvores fossem, seus braços são apenas galhos ressequidos. Um dia talvez, quem poderá saber? – irão se tornar árvores frondosas, a vida é fluxo incessante que nos faz correr pra aprender amor antes do mergulho no todo universal, antes da travessia do Portal Mágico.
Em algumas outras moram casais, famílias, crianças, animais. E nessas há muito barulho, conversas, pitos, divergências seguidas de convergências. Sobram abraços pra todos os lados e pra todos que ali habitam, e sobram tantos abraços que eles até doam para os que lá não moram. Nessas existe uma luz constantemente acesa, mãos sempre estendidas, sorrisos fartos, café cheiroso nos bules, pão e cafuné para quem se achega. Muitas dessas não tem muito luxo ou conforto, falta, várias vezes, um ou outro item necessário, mas aí colocam o amor na frente, a prece no peito, e a fé – que já se acomodou faz tempo nas almas ali viventes, faz o que era pouco, ou nada, virar muito, virar tudo.
E é numa casa assim que eu queria morar, numa dessas que as pessoas como eu ainda pensam que se chama casa…
Me contaram em sussurro, num dia desses de sol, que o nome disso é lar!

Obs: Imagem enviada pela autora.

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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