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Que a gente aprenda a tolerar a diversidade exercitando as diferenças.
Somos seres humanos, passíveis de imperfeições, nem sempre estamos certos, mas quase sempre estamos julgando o irmão que pensa diverso.
Estamos todos encarnados na mesma harmonia, não na mesma sintonia.
Harmonizamos na mesma faixa para que o convívio possa se fazer o mais suave possível.
Não na mesma sintonia porque estamos em ondas diferentes.
Existe um mundo próprio dentro de cada ser que só a ele pertence.
E esse mecanismo faz com que cada um seja único em pensamentos e atos.
O que é certo pra uns não é obrigatoriamente para todos que circulam na mesma zona de ação.
O respeito ao livre pensar, mesmo que radicalmente contra o nosso, é um exercício diário de tolerância, precisa ser praticado apesar e além dos conflitos e das turbulências da alma.
Não podemos achar que a nossa verdade é a única com o peso e o valor correto.
Seria perfeito se o mundo inteiro falasse o mesmo idioma de amor e paz? Talvez.
Mas não é este o plano de Deus, com certeza, porque se fosse Ele teria feito um povo unificado, em série, sem diferenças e numeradinhos. Robotizados e formatados para um só comando e pensar.
Preferiu nos deixar o livre arbítrio, cada um agindo conforme suas convicções internas, sua carga cultural, seu aprendizado no grupo a que está inserido, sua religiosidade ou sua não crença, suas aquisições pessoais ao longo do trajeto.
Entendo que só o caminhar nessa estrada cheia de tropeços chamada vida nos faz, com o tempo, mais tolerantes, menos julgadores. Quanto mais caminho percorrido maior o entendimento sobre o direito do outro em ter sua opinião, mesmo que ela nos pareça uma besteira descabida.
Só se chega ao final da linha quando nem achamos mais tão besteira assim, pois entramos no nível mais apurado do não julgamento.
E aí o que o outro pensa diferente não mais nos aborrece, machuca ou tatua nossa alma em forma de mágoa. O pensar diferente do outro não e mais visto como agressão pessoal, quando é só direito de ter também opinião formada, apesar de diversa.
Fácil falar em aceitação, difícil é a prática, é colocar isso no dia a dia.
Estou me esforçando, as vezes escorrego e tenho que voltar várias etapas, recomeçar tudo.
Outras vezes me esborracho no chão, me ergo com dificuldade e, novamente, recomeço do zero.
Procuro não desistir de tentar quantas vezes for preciso, na esperança de que, um dia, lá no futuro, tenha a lição pronta.
Difícil sim. Não impossível.
Somos seres imperfeitos, nenhum encarnado nesse plano é modelo de perfeição ainda.
O que já atingiu a meta não está entre nós, provavelmente já se encontra nesse mundo de igualdade que sonhamos alcançar.
Mas não é olhando a “deficiência” no modo de pensar do outro que chegaremos lá, e sim aceitando o fato de que somos tão deficientes quanto.
Que eu, daqui, continue imperfeita, mas me policiando, vigiando a alma para não cair na tentação de julgar quem quer que seja por pensamentos, palavras e atos. Espero que consiga ainda dentro do prazo que me foi dado.
E que o sol continue a nascer para todos nós, Luz necessária ao esclarecimento e a paz.

[ 9 – Por que vês tu, pois, o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no teu olho? Ou como dizes a teu irmão: Deixa-me tirar-te do teu olho o argueiro, quando tens no teu uma trave? (Mateus, VII: 3-5)]

[ 9 – Por que vejo eu, pois, o argueiro no olho do meu irmão, e não vejo a trave no meu olho? Eis como devo dizer a meu irmão: Deixa-me tirar-te do olho o argueiro, depois que retirar do meu a trave?]

 

 

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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