Laudi Flor 1 de junho de 2015

laudi normas

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Às vezes a gente escuta alguém dizer ”a norma existe para ser quebrada”, ou em outras palavras, que o que foi escrito como protótipo de atitude correta, deve ser esquecido em favor do seu próprio objetivo.

Vamos aos exemplos: Ultrapassar um sinal vermelho de madrugada, deixar de tomar o comprimido na hora marcada, faltar à aula, ao serviço, beijar escandalosamente em público, beber e depois dirigir, não tomar banho todos os dias e outros comportamentos afins.

Mais o que é a norma? Alguns dicionários afirmam ser um imperativo de conduta, que coage os sujeitos a se comportarem da forma por ela esperada e desejada. Emanuel Kant diz assim: “Duas coisas enchem meu coração de alegria, a norma moral dentro de mim e o céu estrelado.”
A norma moral encontra-se dentro do homem desde seus primeiros passos, o primeiro “não” da mãe, já impõe uma conduta à criança que ensaia o seu engatinhar.
O primeiro “não pode pegar o lápis do seu irmão”, já deixa as claras para a criança, que não pode pegar emprestado, sem antes pedir ao dono. A primeira professora ao advertir o aluno de que não deve conversar ou tirar a atenção do colega, já demonstra que dentro da escola deve haver um limite.
Toda ultrapassagem impõe ao indivíduo uma penalidade, branda ou não, uma dor de cabeça pela ressaca, uma tristeza pela palavra pronunciada fora de hora e por aí vai.
Pois bem, o ser humano por vezes se sente compelido a esquecer esse ideal de norma e sair quebrando todas as regras acalentadas durante anos, é “transgredir por transgredir” sem objetivo definido, sem limites, não se trata de ultrapassar um sinal vermelho porque está com alguém doente, precisando de urgentes cuidados médicos , nem beijar em público escandalosamente por pura paixão, é o fazer por fazer, trair o amigo por que entendeu que devia dar uma lição, se embrenhar nos caminhos obscuros do crime, unicamente pra ser notado pela imprensa, estragar e perder a tranqüilidade de uma vida boa, por nada, e não vai demorar muito , o transgressor acorda, e pergunta direto a seu eu interior, valeu a pena?
Assim, sabemos: Vale quebrar uma conduta em prol de algo infinitamente bom, que te faz delirar de júbilo, no entanto, sabemos também, na inexistência do delírio, é prudente refletir.

É isso caríssimo leitor, não estou fazendo apologias aos certinhos de plantão, troco apenas uma idéia com você, por acreditar que os riscos devem ser corridos quando existe uma razão que valha a pena. Quebrar uma norma de conduta pode ser perigoso, motivo pelo qual devemos pensar duas, três, quatro vezes, até comprovar que se arrisca por uma boa causa.\0/

Obs: Imagem enviada pela autora.

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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