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O Custo Social Da Indiferença No Brasil

A população brasileira tem o hábito de culpar o governo por tudo e acaba se tornando alheia diante de vários problemas sociais que assolam o país.

Esta omissão se torna um combustível que inflama as dificuldades enfrentadas rotineiramente pela sociedade. Como de praxe, quem acaba sofrendo com esta indiferença é o garoto que pede esmola no sinal, o morador de rua, os deficientes, os mais fracos.

O Brasil possui um histórico de pessoas indiferentes ao sofrimento do próximo. Desde o período da colonização que o mais forte,  em melhores condições, oprime o mais fraco e poucos se manifestam para ajudar. Exemplo disso foi a longevidade escravocrata no território brasileiro que durou mais de trezentos anos. Este feito ainda repercute na sociedade atual, e uma prova é a grande diferença numérica entre jovens brancos e negros que concluem o ensino superior.

A verdade é que é muito cômodo ficar sentado no sofá esperando alguém para resolver um problema cuja solução pode estar ao lado. Esta é a realidade de vários brasileiros que poderiam solucionar certas situações com pequenos gestos, mas preferem aguardar a reação de governantes. Pode-se dizer que determinada atitude acaba gerando o conhecido caos social.

O governo tem sim a obrigação de fornecer qualidade às necessidades básicas de sua população. Entretanto, caso cada cidadão exercite ao mínimo o seu altruísmo, a possibilidade de uma sociedade igualitária poderá tornar-se concreta.

O custo social da indiferença no Brasil possui proporções inimagináveis. Pode-se dizer que a população brasileira vive em um estado de caos diário. É verídico o fato do governo possuir a obrigação de prover as necessidades básicas de seus cidadãos. Contudo, caso os mesmos continuem omissos quanto aos problemas enfrentados pelos mais vulneráveis, a tendência da igualdade entre os segmentos sociais não existirá. É preciso que cada um exerça o mínimo de seu altruísmo, deste modo, o sonho por uma sociedade justa poderá ser realizado.

José Luis de Miranda Correia, é aluno da 3ª série do Colégio Damas em Recife e tem 17 anos.

 

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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