Laudi Flor 1 de maio de 2015

desencantos

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A matéria dizia respeito ao HPV ou Human Papiloma Virus, que é um vírus que vive na pele e nas mucosas genitais dos seres humanos, tais como vulva, vagina, colo de útero e pênis.

A repórter entrevistava uma senhora e uma garotinha de oito (anos), mãe e filha. Lembro-me que a garotinha de longos cabelos anelados, óculos de armação escura e vestidinho florido, aparentava uns seis anos, mas estava ali como parte integrante da reportagem.

Sintetizando, a mãe informava a repórter, que levaria a filha ao ginecologista para que o profissional explicasse a respeito das relações sexuais, o uso da camisinha e da necessidade da vacina, HPV.

A repórter, perguntou a garotinha se ela estava feliz e consciente de que atitude preventiva era a melhor maneira de evitar doenças sexualmente transmissíveis, e a menina, assentou com a cabeça. Oito anos, tinha aquela garotinha! Oito lindos anos!

Fiquei pasma! Paralisada, afinal, o que significava aquilo? A convenção anual das bruxas? Não descobri qual foi o pedaço que perdi.

Tudo bem, a educação sexual na família, deve começar cedo, mas, todas aquelas informações não deveriam ser repassadas para alguém com idade mais avançada, digo, 12 (doze) anos ou mais?

Esclarecer a uma criança de oito anos os efeitos da relação sexual sem o uso da camisinha e a respeito do HPV, vírus sexualmente transmissível, não é muita informação? Não é um tanto precoce?
Com oito anos de idade, não lembro se tinha conseguiria definir a palavra “sexo”. Só importava-me com brincadeiras, correrias, sonhos, escola, plantar moedas para ficar aguardando um pé de dinheiro, colocar casca de ovos nas cercas para que da própria cerca brotassem ovos gigantes.

Determinei-me a observar a expressão facial e o olhar da garotinha. Claro, ela estava apavorada e perdida!

Lamentável constatar que muitos pais incentivam o “salto de fases”. Mesmo com a melhor das intenções, com a energia de um atleta “saltador”, saltam etapas fabulosas dos “pequeninos”, desprezando o momento da inocência e pureza, a fim de ensiná-los e prepará-los, desde logo, ao futuro que lhes aguarda.

E assim, vão perdendo o que há de melhor; a infância, a fase dos folguedos, sonhos encantados e desencantados, desejos de super-homem e meninas superpoderosas… Ficando tudo na saudade do que não se permitiu conhecer.

Obs: Imagem enviada pela autora

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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