O COMENDADOR DA BAHIA

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O Pe. Sadoc, como gosta de ser chamado, é um colecionador de medalhas, títulos, comendas – mas ele nem sabe quais recebeu e, pior ainda, não sabe onde estão guardadas ( ou perdidas …). Para o livro comemorativo dos seus 90 anos ( Pe. Sadoc, 90 anos – Pároco,Orador, Amigo ), foi um verdadeiro drama procurar e descobrir algumas medalhas para fotografar e colocar no referido livro: Medalha Tomé de Souza, da Polícia Militar da Bahia, da Academia de Polícia Militar do Bonfim, Medalha Marechal do Ar Eduardo Gomes,Medalha Comemorativa da Fundação da Diocese do Salvador ( com D. Avelar ),Medalha Castro Alves, Bodas de Ouro Sacerdotal, Ordem do Mérito da Bahia. Depois de ordenadas, ele se espanta e diz:”Recebi isso tudo?”. No último 14 de Junho, dia da célebre Ata de Santo Amaro, que antecipa a Independência do Brasil, ele recebeu da Câmara de Vereadores de sua cidade, a Medalha Marquês de Abrantes. Agora foi agraciado com a Comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho. E isso vem lá de Brasília, do Tribunal Superior do Trabalho. O problema é que ele não gosta de viajar. Mas já está se preparando, seus amigos vão acompanhá-lo – há uma comitiva de 25 pessoas, liderada pelo fiel amigo Claudelino Miranda, da Amanda, e que é secretário particular do Vice Prefeito de Salvador.

A comenda é uma iniciativa do Desembargador Horácio Raimundo de Senna Pires, um baiano convicto. Ele foi Desembargador no Tribunal Regional do Trabalho e, posteriormente, promovido ao Tribunal Superior do Trabalho. Vive em Brasília há alguns anos, mas nem por isso se esquece de suas origens. Recentemente solicitou de Dr. Edivaldo Brito uma bandeira da Bahia, para colocá-la no seu gabinete em Brasília.

Datada de 1º de Julho, Pe. Sadoc recebe uma comunicação oficial, com o seguinte texto:”À Sua Reverendíssima, o senhor Mons. Gaspar Sadoc da Natividade. Assunto: Comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho. Senhor Monsenhor, O Tribunal Superior do Trabalho, por indicação do Exmo. Sr. Ministro Horácio Raymundo de Senna Pires, e com aprovação de todos os membros do Órgão Especial dessa Corte, resolveu conceder a V. Revma. a Comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho no grau Comendador. A solenidade de condecoração será realizada no dia 11 de agosto, quarta feira, às 17 horas , na área externa do Bloco “B” do Tribunal Superior do Trabalho. Desnecessário seria dizer o quanto estamos honrados em recebê-lo na nossa Ordem, pelo que solicito a confirmação, o mais breve possível, de seu comparecimento à solenidade e esclareço que não será permitida a entrega da Comenda a representantes de agraciados.Oportunamente, serão enviados a V. Revma. O manual com informações a respeito do evento e um cartão que deverá ser apresentado após a cerimônia aos servidores responsáveis pela entrega do estojo e do diploma. Atenciosamente. Milton de Moura França – Ministro Presidente do Tribunal Superior do Trabalho”.

Para o cerimonial desse evento, estão previstos os seguintes momentos: 1-Abertura da solenidade com a execução do Hino Nacional; 2- Leitura do ato de concessão das condecorações e da relação dos agraciados; 3- Entrega das condecorações; 4- Encerramento; 5- Vinho de Honra.

A Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, foi criada pela Resolução Administrativa de nº 58, de 11 de novembro de 1970, reestruturada por intermédio da Resolução Administrativa nº 58, de 23 de agosto de 1972, com a Regulamentação prevista na Resolução Administrativa nº 5, de 14 de fevereiro de 1973. Dessa forma, foram constituídos seis graus, a saber: Grão-Colar, Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro. As insígnias da Ordem correspondentes ao grau de Comendador, são constituídas de uma cruz de quatro braços e oito pontas esmaltadas em vermelho, tendo ao centro a esfera armilar em campo branco, com a seguinte inscrição: Lex ( Lei ), e no verso, em letras douradas, a inscrição: Ordem Judiciária do Mérito do Trabalho.

Dessa, forma, esse santamarense ilustre, é justamente homenageado,agora em instância nacional, quando já está chegando perto dos seus 95 anos bem vividos. Sua vida tem sido uma oblação em favor do próximo, seja como pároco, seja como amigo de todos, sem acepção de pessoas. É como ele sempre diz, a respeito do seu trabalho e de sua vida:”Voltaria a ser sacerdote mil vezes que fossem. Com uma só diferença: queria ser em tudo, melhor do que fui”.

Sebastião Heber. Prof. Adjunto da UNEB, da Faculdade 2 de Julho, da Cairu. Membro do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e da Academia Mater Salvatoris.

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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