Therezinha Paiva 11 de maio de 2010

 

Dia das Mães!
Bom existir um dia para homenagearmos nossas mães.
Nos demais dias, o que fazemos? Cuidamos delas, pensamos nelas, nos preocupamos com seu bem estar, com sua saúde, com sua felicidade?
Não pensem que sou contra essa comemoração; não, não sou. Adoro ser paparicada por minhas filhas; é muito gostoso e faz-me sorrir para a vida e agradecer a Deus estar aqui aos 72 anos de idade tendo a meu lado minha família. Estamos juntos a cada domingo; estar ao lado daqueles a quem amamos é muito gratificante e faz valer a pena o caminhar anos e mais anos. Um presente dos céus. Amanhã um dia feliz, tenho certeza.
Mas…
Em tudo encontramos um mas; nem todas as mães terão a mesma alegria. Ser só, uma imensa tristeza, uma grande dor. O ser só decorre da morte dos filhos, do afastamento por motivo de trabalho, do abandono, enfim, da vida.

Hoje, muitas mulheres vivem em completo abandono. Algumas em suas casas, outras em casas especializadas, onde são bem tratadas, e outras, ainda, em casas onde a miséria humana é terrível e suplanta a falta de recursos. Inconcebível, mas verdadeiro. A tal ponto agravou-se essa situação que temos o “Estatuto do Idoso” e a “Lei Maria da Penha”. Infeliz o povo que faz surgir a necessidade da existência dessa legislação. Muito a refletir, muito a passar para nossas crianças, nossos jovens em valores morais, éticos, cristandade ou os princípios da religião que professarem.

Certo é que há mulheres que dão causa a esse sofrimento por abandonarem seus filhos à sua sorte. Eles, as grandes vítimas do desamor.
Vejo “mãe” como sinônimo de amor.
Mães deixam saudade, uma doce saudade, quando se vão. Verdade, elas um dia nos deixam.
Minha mãe deixou a vida em 1999, aos 86 anos. Um longo tempo sem a sua presença; mas viva, presente em meu coração e no de minhas filhas e em nosso pensar, com seus defeitos e suas inúmeras qualidades. Foi MÃE, do jeito que entendo o ser mãe; foi avó, da mesma forma.

Vivemos alegrias e tristezas, assim é o nosso viver, mas, com o passar do tempo, em minha lembrança estão apenas os bons momentos. Ter o que lembrar é um presente inestimável. Revivo minha vida como se estivesse assistindo a um filme. Interessante que assim seja, mas é real. Gosto de fechar os olhos e reviver; mas não vivo do passado.
Lembro meus avós maternos, a avó paterna, meus pais, meus tios, primos, uma bela família unida até hoje: uma tia – Dulce – ainda viva, minha geração, a de minhas filhas e mais uma. Tenho muito a agradecer.

“Dia das Mães”! Possam, todas as mães, estar com seus filhos sempre e sempre. Possam os filhos ter a seu lado, suas mães.

“Dia das Mães” é sinônimo de “Dia dos Filhos”; somente haverá alegria se juntos estivermos. Hoje a INTERNET e os celulares nos levam onde estão nossos amores e os trazem até nós, quando não podemos estar lado a lado.
O maior presente que poderá ser ofertado será um abraço seguido de um
“MÃE EU TE AMO”.

Para a minha mãe digo:
“Você foi um exemplo a ser seguido; obrigada pelo seu amor, pela firmeza carinhosa com que me criou e me conduziu. Sou o que sou graças aos seus ensinamentos. Sei que o Senhor a acolheu.”
Para as mães e seus filhos, um feliz “Dia das Mães”.
Um abraço e o meu carinho,

8 de maio de 2010

Obs: Imagem enviada pela autora.

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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