A prática da unção dos enfermos variou muito e muitas vezes durante estes dois milênios. Para entender este sacramento melhor, seria bom seguir a sua história desde o princípio.

Para Jesus, a cura dos doentes e a pregação da Palavra faziam duas partes diferentes da sua única missão. Por isso, ele respondeu aos discípulos de João: “Ide e contai a João o que ouvistes e o que vistes: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres é anunciada a Boa Nova.” [Mt 11:4-5]

Quando Jesus mandou os apóstolos em missão pelas aldeias para pregar, ele lhes deu poder e autoridade sobre todos os demônios e o dom para curar enfermidades. [Lc 9:1-2] Ao enviar os setenta e dois discípulos, Jesus disse: Em cada cidade que vous receba bem, “curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: O Reino de Deus está próximo.” [Lc 10:8-9]

Na última ceia, com muita seriedade, Jesus disse aos discípulos: “Aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai. E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.” [Jo 14:12-14]O Vaticano II confirmou isso explicando como Jesus derramou nos seus discípulos os mesmos dons do Espírito que ele recebeu para continuar a sua missão. [Lum. Gen. 5]

A prática

Não é de admirar que o dom de cura figurasse na vida diária dos primeiros cristãos. Quando São Paulo falou do dom de curar, ele falava deste dom que o Espírito dá a quem ele quer. [1Cor 12:28] Assim foi a cura do coxo por Pedro e João na entrada do templo. [Atos 3:1-7]

Este dom não depende da participação de uma comunidade, mas dá testemunho da presença de Deus nos seus operários. Durante muito tempo eu notei que este dom é comum entre o povo pobre onde a fé é muito viva e forte. Geralmente as pessoas com este dom oram pelo doente com a imposição de mãos ou ungem-no com óleo ou água benta e receitam remédios caseiros, como diversos chás.

Esclarecimento sobre o dom de cura

O ministério das pessoas que atuam junto aos doentes não deve ser confundido com o papel dos curadores falsos, benzedeiros, espíritas, ou curandeiros que existem em muitos lugares. Os curadores do ministério cristão são discípulos de Jesus, que pregam a Palavra de Deus, vivem uma vida cristã; ajudem o doente a se converter, de arrepender dos pecados, de perdoar os outros pelas ofensas, e de orar pelas pessoas inimigas—tudo como Jesus fez–e procurar os sacramentos.

Os falsos curadores não se preocupam com a vida espiritual do doente, dividem as pessoas, acusam os outros de “olho grande,” “invejoso,” “feiticeiro,” etc. O curador falso engana com suas superstíções e “orações poderosas, e faz com que o doente fique com mais fé nele e nestas orações do que nas promessas de Jesus. É comum que as pessoas fiquem mais e mais dependentes nas intercessões do curador falso. Isso não é uma libertação mas tende a uma escravidão.

Em fim, Jesus disse que se conhece a boa árvore pelos frutos de ela dá. Devemos saber fazer a diferença entre o curador que possui o dom do Reino de Amor e dirige o doente mais perto de Jesus e o curador falso que faz o contrário.

É interessante queSão Francisco Xavier começava cada missão dele no Oriente ensinando as crianças a orar pelos doentes. Elas voltavam às suas casas e aldeias e oravam pelos doentes por suas curas. Os curados e suas famílias vinham depois para ouvir Francisco falar sobre Jesus.

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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