Rivkah Cohen 19 de maio de 2009

Rivkah Cohen


Existem momentos
em que ao subir monte acima
poderá fincar tua bandeira.
Um tanto suja,
um tanto rasgada,
mas vê-la tremular sob um céu azul,
muito linda, sempre amada!

Pode até estar nublado,
sujeito a chuvas, mas a verá brilhar
e ganhar esta luta!
Minha mão, por exemplo,
já se fechou em volta ao mastro e meu rosto
ficou até iluminado por algumas estrelas..

Sei que é doído
quando de repente alguém estraga
com suas próprias mãos
tuas mais íntimas histórias!
Coisas que te doeram profundamente
e nunca se aplacaram em tua alma.

Com maldade, com intento,
de tira o mérito de tuas pequenas glórias,
do jeito que estava vendo,
sem o contorcionismo da dor,
sem o cristalino da lágrima..!

Sei que é difícil,
ver teus assuntos,
assim,
de graça,
jogados ao vento,
reconhecer tua voz bem baixinho,
saindo no auto-falante da praça.

Não há de ser nada!
O ar que é deslocado sempre abre uma lacuna
e como nada fica vazio,
-ainda mais de forma suja-
este espaço também será preenchido
e nessa roda sem mim,
outro alguém que nada sabe da história,
revidará por ti.

Por que?
Porque a vida é assim!

Olha, eu já estou subindo,
já posso sentir o vento acariciar meu rosto.
Logo esquecerei meu cansaço
e recomeçarei de novo.
Verei o tremular da minha bandeira
e sem alardear meus planos,
à minha maneira,
reconstruirei meus sonhos!

Obs: Imagem da autora.

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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