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Estão unidos a outras pessoas e a outros povos. Desde que o homem, por necessidades históricas buscou expandir o mercado e encontrar novos solos, seja para explotação ou mesmo somente para produzir as matérias primas que os solos europeus eram incapazes de produzir não ficamos mais isolados no mundo, pois passamos a nos relacionar com outros povos e outras culturas.
No entanto, naquele período histórico o contato era um tanto restrito, devido as dificuldades de comunicação e a distância entre a metrópole e a colônia. Porém, hoje com os meios de comunicação avançados essas dificuldades foram seriamente diminuídas e as distâncias estreitadas. Com todo esse avanço, hoje, vivemos em uma grande “aldeia”, na qual todos estão diretamente ligados: partilhamos de um mesmo avanço tecnológico, de uma mesma cultura consumista, e de um individualismo generalizado. Porém, precisa-se pontuar que nem todos partilham desses mesmos avanços, porque alguns estão às margens desse “processo modernizador”.
A globalização socializou muitos avanços tecnológicos e interesses das grandes potências mundiais. O mercado mundial é dos fatores que tomou dimensões incomparáveis nesse processo, atualmente, multinacionais estão presentes em quase todo planeta. No entanto, a mesma globalização não socializou a fome existente no mundo, o desemprego, as indignas condições de trabalho, as dívidas dos países pobres. Pelo contrário, ela (globalização), por ser controlada pelos grandes países, buscou fortalecer a ordem vigente, na qual os países ricos mantiveram como tais ou aumentaram suas riquezas. Já os pobres ficaram estagnados ou chegaram a níveis de miséria.
Hoje, as deliberações de assuntos são feitas em repartições “públicas”, nas quais poucas pessoas têm acesso. Enquanto isso as praças continuam existindo. No entanto, a falta de segurança pública impede as pessoas usufruírem desse patrimônio público. Nesse momento o privado assume a função do público, os grandes locais de descontração são os shoppings Centers entre outros.
A invasão cometida pelo privado no público é notória, basta ficarmos atentos para percebermos tal acontecimento: as avenidas públicas estão eivadas de propaganda publicitária que têm o interesse de despertar em nós o espírito consumista fomentado pelo capitalismos globalizado.
Portanto, ao observarmos o público e o privado dentro do mundo globalizado, percebemos que há certa mesclagem de ambos. Pois onde está o privado encontra-se também o público, salvo algumas exceções. Da mesma maneira ocorre com o público que nele está imerso o privado. Só desejo que essa mesma globalização que traz sonhos impensáveis anteriormente, trouxesse também a utopia que um outro mundo é possível: sem guerra, sem fome, sem excluídos. O mundo de todos os humanos seres.