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Falar sobre educação no Brasil é, sem dúvida, angustiante e nos remete a um processo histórico seletivo e discriminador, pois por muito tempo os pobres ficaram às margens desse direito universal. E se afunilarmos nossa análise e focarmos naquele que era tido como único sujeito no processo ensino-aprendizagem, com certeza vamos nos deparar com algo bem mais complexo.

Ao longo dos últimos vinte anos a educação no Brasil ganhou “carta de alforria” e passou a ser encarada como política pública imprescindível para o desenvolvimento de nosso País. E é com a Lei 9.394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – que a discussão começa a fazer parte integrante da pauta entre os profissionais da educação com uma ênfase maior no meio dos professores. É que agora se passa a ter uma bandeira de luta para conquistas de humanização da educação e do tratamento dispensado até então aos professores do ensino público brasileiro.

Hoje, no bojo da democratização educacional, muitas conquistas são visíveis, inclusive no que tange a piso salarial do professor. Precisa melhorar é verdade, mas muito já foi conquistado.

Porém o que surge como preocupação é o tratamento dado a formação do professor com a expansão e universalização das instituições de ensino superior, principalmente particulares, que acabam surgindo como modismos para o cumprimento da legislação, mas sem compromisso com a qualidade do ensino. E isso acaba refletindo no desempenho de um número expressivo de alunos, pois são professores com formação superior sem o mínimo do que deve ser ofertado em uma graduação.

No entanto, o que mais chama a atenção é o baixo índice de professores que tem o hábito da leitura como prática de formação pessoal e também que investem na compra de livros e revistas na sua área de atuação. É certo afirmar, portanto, que o mercado de livros no Brasil é muito caro, porém é bem verdade que boa parte de nossos profissionais que atuam no setor público e privado, simplesmente não compra sequer um livro por ano ou o que é pior, não lê nenhuma obra voltada às questões educacionais.

O dia 15 de outubro precisa ser festejado como uma data que expressa conquistas e compromisso com a educação e não só mais um feriado para festejarmos a folga da “rotina estressante” da vida escolar.

Os avanços necessitam partir de nossas atitudes e se transformar em cobranças junto ao poder público para assim traçarmos novos rumos para uma educação de qualidade e mais humana. E para que isso aconteça, precisamos conhecer melhor nossa legislação e ter uma vasta leitura daquilo que surge como inovação literária no campo educacional.

*Professor da Rede Pública Municipal
Pedagogo formado pela UFPA

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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