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Como dizer algo a um pai que bem poderia ser o meu?
Que já viveu e viu tanto da vida?
Que já sofreu as agruras de uma vida de provação e dificuldades?
Que sofre a dor da saudade daqueles que partiram?
No silêncio que ora me cerca, contemplo a placidez do luar
e fico a perguntar-me como as coisas poderiam ser diferentes
E muitos pensamentos me vêm à cabeça.
Pedir calma a esse pai que,
Inerte, não pode fazer muito por sua família.
Dizer que não é fracasso o que lhe acontece,
Mas sim, uma provação, que lhe mostra quão insignificantes
e medíocres somos perante a vontade de Deus?
Estender os braços, conversar com os filhos é também o modo inverso da alegria de quando assistimos as suas lutas, vitórias, fracassos.
Devemos estar presentes em todos os momentos da vida de nossos filhos.
Preencher lacunas e espaços, para que o abutre não venha a querer ocupá-los.
Hoje, estamos aqui, todos presentes, mas virá dia em que há de se fazer ausente qualquer um de nós e então teremos de lembrar coisas boas.
Pai, suas ações, seus conselhos servirão de lembretes aos seus descendentes.
Compreender é uma forma de perdoar.
Entender é aceitar a realidade.
A tristeza vem da compreensão, que deixa a alma fechada. Precisamos soltar-nos e deixar a alma ir a lugares iluminados. Isso é um ato de grandeza!
Não deixe que o desgosto venha a ser seu companheiro.
Não negue seu perdão ao filho, que lhe pede, com humildade.
Rompa a couraça que fecha seu coração e perdoe a quem chorando, arrependido, suplica um simples: vem filho, eu te abençôo. Senta ao meu lado e vamos esperar o que o futuro lhe reservou.

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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