Tomé 15 de julho de 2008

No ofertório da missa, vemos o sacerdote preparar o pão e vinho. Dirigindo-se à assembléia, ele pede dela: “Orai irmãos, para que este sacrifício seja aceito por Deus, nosso Pai.” Em seguida, recebe a confirmação da assembléia: “Que o Senhor aceite este sacrifício por suas mãos”. Ele, agora inicia a oração eucarística, orando em nosso nome, o da assembléia.

De que consistem estas oferendas? Será que estão limitadas ao pão e vinho? Nos evangelhos, lemos como Jesus, na última ceia, tornou o pão e o vinho no seu corpo e sangue para que os seus amigos os comessem.

Sabemos que Jesus disse: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue vive em mim e eu vivo nele” [Jo 6:56]. E depois? É só isso? Penso que está faltando alguma coisa aqui, muito importante. No Novo Testamento, lemos que já somos o corpo do Cristo ressuscitado e membros dele, cada um no seu lugar e com uma função nele [1 Cor 12:27]. Também, Jesus disse que o Pai habita em nós e ficará conosco [Jo 14:17], que Ele nos ama e quer o nosso bem. Em fim, com tudo isso, acredito que o pão e o vinho são os símbolos visíveis das nossas oferendas individuais e comunitárias.

Entretanto, há trajédias na história humana. Ainda que sejamos o corpo de Cristo, é fácil demais para cada um “tirar o corpo fora”, num modo de dizer, pela negação vista nos seus pecados, pelas ofensas contra os nossos irmãos, pela nossa vaidade, orgulho, gula, luxo, etc., [Rom 1:29-32]. Não adianta só dizer a Deus, “Perdão, estou arrependido.” Por mim, tenho que iniciar um projeto de ficar perdoado por aqueles que ofendi, contra quem pequei [Mat 5:24]. Assim posso esperar que serei perdoado por eles.

Voltemos ao assunto das oferendas. Elas, minhas oferendas, são aquelas pessoas que ponho no altar, junto comigo mesmo. Incluo as que ofendi, as por quem peço graças, ajuda, curas, e ação de graças, etc. Se creio que o pão e o vinho se tornam no corpo e sangue de Cristo, tenho de crer que todas postos no altar, também, nos tornamos no corpo e sangue de Cristo.

Agora, participando no amor deste Corpo, tenho que ver e tratar aqueles que ofendi, de uma maneira bem diferente que antes, porque são os meus irmãos que amo. Agora posso tentar me reconciliar com eles. Se um me negar a seu perdão, se outro me ofende, sei que o mereço e posso lhes perdoar porque somos irmãos no Corpo de Cristo.

Este texto expressa exclusivamente a opinião do autor e foi publicado da forma como foi recebido, sem alterações pela equipe do Entrelaços.


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