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Em pauta, em discussão a normalidade social.
Em meio a tanta anormalidade,
Onde estão os normais contemporâneos?
Será que os encontraremos em seus domicílios urbanos em bairros centrais,
Ou nas periferias faveladas “Corrompidas” pela “normalidade” da pobreza?
Os gritos confundem-se,
Mazelas pobres, mas normais,
Ricos poderosos e normais.
Como, então, entender essa normalidade arrogante que discrimina.
Somos humanos, errantes, normais,
Normalidade que individualiza,
Que corrompe e é cega.
População analfabeta, semi-analfabeta, alfabetizada, mas normal.
Sofrimentos secularizados,
Enraizados na “normalidade” dessa gente que busca a perfeição social.
Políticos decentes, indecentes. Todos normais.
Tudo é comum, tudo é normal.
*Professor da Rede Pública Municipal de Santarém
Pedagogo e Especialista em Ciências Sociais, formado pela UFPA
Graduando do Curso de Química pela UFPA